Juízes 12/5/2009 Antônio Carlos de Martins Mello - magistrado aposentado "Como advogado do Banco do Brasil, durante anos, defendi milhares de causas perante Tribunais Superiores, em Brasília, às quais se juntavam outras tantas de meu ministério privado, num montante que ascendia a mais de setecentas, oitocentas causas. Recordo a sisudez com que versava as mais complexas hipóteses jurídicas, tanto no TST como no Supremo, recordando-me dos embates que travava com relatores como Marco Aurélio, Alves de Almeida, Marcelo Pimentel, Ranor Barbosa e tantos outros, que não poupavam riscaduras em meus trabalhos, estimuladas pelo Colega da CONTEC, o 'Torrinha', de sempiterna vigilância, quando minha combatividade se excedia nos arrazoados e sustentações orais. Nem pensar que nossos constituintes peitassem esses magistrados com benesses para falsearem a verdade dos autos, ou para algo que fosse. Hoje leio a suspicácia sugerida por promoções que seriam custeadas por grandes patrões em detrimento das pelejas jurídicas 'coram judice'; a uma, descreio de ocorrência de tais eventos; a duas, porque não é viável torcer o que jaz na prova carreada aos autos na fase própria, a menos que tivéssemos uma justiça de tão baixa qualidade. Como entrevejo o modismo de destruir a teia social, de cima a baixo, mormente em tema de Justiça, creio oportuno que os homens de bem, que sei predominarem no setor, se voltem contra esse movimento de destruição de nossas instituições republicanas, e o façam 'ab initio', pois há outros meios que debelar os desvios, sempre fenômenos isolados. E sei que contaremos com a veneranda OAB, a que fui ligado, como podem recordar os mais antigos." Envie sua Migalha