Honduras

22/7/2009
Hércules Guerra – advogado, Belo Horizonte/MG

"Caro diretor, li com atenção o texto de José Ramón Paz, do Consortium Centro América Abogados de Tegucigalpa, Honduras, onde o mesmo defende o golpe em Honduras, dizendo que não houve golpe e que 85% da população apoiam a 'substituição' do presidente eleito (Migalhas 2.187 - 21/7/09 - "Migalhas dos leitores - Honduras"). Não vi nenhuma referência ao devido processo legal e ao direito do contraditório. Ora, se a Suprema Corte de lá julga sem processo e sem direito de defesa e manda o exército cumprir a decisão, não publicada e sem direito a recurso, na calada da noite, retirando uma pessoa de sua casa e o exilando, pode-se dizer que a Suprema Corte é partícipe do golpe, o que, obviamente, não o legitima. Quanto ao fato de 85% da população, segundo o missivista, apoiar o golpe, o mesmo não deixa de ser o que foi, um golpe. Gostemos ou não do presidente deposto."

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