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sábado, 4 de abril de 2026
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Dor Na Alma
Chorar a dor não acalma / Ao coração sofredor / Cantando alivia-se a alma, / Pondo harmonias na dor.
Não é retórica a poesia, nem eloquência. É dor. Dor estilizada, dor de amor, dor de saudades, dor de esperanças, dor de ilusões murchas, dor dos anseios vagos, dor da impotência, dor do inexprimível.
A tristeza, filha da agonia sem nome das almas que vivem a esbarrar contra a muralha do mistério que as rodeia, é uma concentração, é uma rebelião, é um protesto das almas fortes contra a hostilidade e a ferocidade do incognoscível; – e isso não pode ser equiparado ao choramingar infantil e impertinente dos vates de aldeia, que se queixam da ingratidão das suas namoradas, como se queixariam de uma dor de ouvido ou de uma dor de dente.
As almas não morrem como as flores, / Como os homens, os pássaros e as feras: / Rotas, despedaçadas pelas dores, / Renascem para o sol de novas primaveras / E de novos amores.
LIVRARIA MIGALHAS