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sexta-feira, 24 de abril de 2026
Resultado da busca
morte
Os homens vêm, os homens vão, / Sem perceber / Que para a vida uma razão / Há só: morrer.
Feliz do marujo que morre no mar / E fica dormindo, no seio do mar / E mata as saudades, tristezas e mágoas, / Seguindo os navios na esteira das águas, / Seguindo no rumo / Dos barcos mercantes, dos vasos de guerra / Que vão no mar alto, bem longe da terra, / Espalhando fumo / Entre o céu e o mar...
Só merece existir o que tem vida, / Latente, embora, oculta, adormecida, / Mas pronta, num momento a reflorir. / O que, de vez morreu, é poeira ao vento, / Eco distante do último lamento / Que não se torna, jamais, a ouvir.
A velhice das coisas me arrepia! / A morte vejo que por trás espia, / A reclamar a posse do que é seu; / E as coisas agonizam lentamente, / Com a lúgubre expressão de um velho doente / Que já não vive, mas não morreu.
LIVRARIA MIGALHAS