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OAB/PI questiona método utilizado para cobrança de ISS dos advogados

OAB/PI questiona método utilizado para cobrança de ISS dos advogados

Da Redação

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Atualizado às 11:19

A OAB/PI ingressou nessa sexta-feira, 10/1, na JF com mandado de segurança contra a prefeitura de Teresina questionando o método utilizado pela secretaria municipal de finanças para cobrar o ISS. O processo foi distribuído à 3ª vara Federal da capital.

De acordo com a seccional, os advogados são cobrados indevidamente, pois pagam a alíquota de 3% do faturamento, independente da quantidade de sócios do escritório. Ainda assim, a secretaria de Finanças exige o pagamento de R$ 550,00 mensais de cada sócio.

A OAB/PI alega que, em outubro de 2013, a Secretaria Municipal de Finanças de Teresina desencadeou ordens de serviço que resultaram na fiscalização e na lavratura de inúmeros autos de infração. Esses autos, segundo a seccional, são referentes a supostas irregularidades no recolhimento de ISS por parte das sociedades de advogados como, por exemplo, a ausência de recolhimento.

O presidente da Comissão de Estudos Tributários da OAB/PI, Carlos Yuri, afirma que os auditores fiscais de Teresina alegam que as sociedades uniprofissionais não podem recolher o ISS pela regra geral da incidência da alíquota de 3% sobre o preço dos serviços prestados. "Da forma como a Prefeitura está considerando, as sociedades estariam obrigadas a recolher um valor fixo mensal por cada profissional habilitado (sócio, empregado ou não) que preste serviço em nome da sociedade", afirmou Yuri.

Segundo o secretário Geral da seccional, Sebastião Rodrigues, o Código Tributário do Município de Teresina assegura a regra de que a prestação de serviços de advocacia é tributada pela incidência da alíquota sobre o preço do serviço prestado. Para ele, da forma como a prefeitura considera, o que deveria ser uma opção tornou-se uma ilegal imposição do Fisco Municipal.