MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. PSB aciona STF contra imposto zero para exportação de armas
Armamento

PSB aciona STF contra imposto zero para exportação de armas

Segundo o partido, a resolução pode facilitar o tráfico de armas.

Da Redação

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Atualizado às 08:39

Nesta quarta-feira, 11, o PSB – Partido Socialista Brasileiro protocolou no STF uma ação para tentar derrubar resolução do governo Federal que zerou o imposto sobre exportação de armas e munições para a América do Sul e Central. Segundo a legenda, a norma pode facilitar o tráfico de armas.

 (Imagem: Pexels)

(Imagem: Pexels)

Em julho, o GECEX - Comitê Executivo de Gestão da Câmara do Comércio Exterior editou a resolução 218/21, que derruba a alíquota de 150%.

Conforme o partido informou na inicial, o imposto com alíquota de 150% foi adotado em 2001 como uma medida estatal de limitação do chamado “efeito bumerangue” das exportações: milhares de armas e munições — inclusive as de venda proibida para civis em território brasileiro — eram exportadas pela indústria nacional a países com menor controle sobre o comércio de armamentos, sobretudo o Paraguai, e depois reintroduzidas no país por meio do mercado clandestino.

“A exportação bumerangue, problema latente na década de 1990, somente se resolveu com a instituição do tributo sobre as exportações de armas aos países da América Latina, que contribuiu decisoriamente para a diminuição da circulação de armas ilegais no país e o abastecimento de organizações criminosas.”

De acordo com o PSB, a norma impugnada dá continuidade à política de facilitação do comércio e acesso da população a armamentos.

“[a resolução] simplesmente suprimiu tributo que há vinte anos tem sido um importante e efetivo instrumento de segurança pública e de repressão ao crime organizado, o que é comprovado por estudos técnico-científicos.”

Para a sigla, a medida representa patente retrocesso em matéria de direitos fundamentais, especificamente no que se refere à proteção à vida e à segurança dos cidadãos, já que apresenta inegável risco de aumento de circulação de armas ilegais e, consequentemente, da violência.

“O ato impugnado também é flagrantemente desproporcional e desarrazoado, já que extingue repentinamente e sem qualquer justificativa medida extremamente bem-sucedida em sua função extrafiscal de conter o tráfico de armas. Assim, representa violação aos princípios da supremacia do interesse público, da proporcionalidade, da razoabilidade e da motivação dos atos administrativos (art. 37, caput, CF).”

Na inicial o partido também critica a conduta do presidente Jair Bolsonaro.

“A verdade é que o Executivo Federal tem atuado em sentido diametralmente oposto aos dados e ao cenário fático apresentado, dando continuidade e intensificando o projeto declarado de armar a população, incompatível com os preceitos mais caros da nossa Constituição Federal.”

Segundo o advogado Rafael Carneiro, do Carneiros e Dipp Advogados, advogado do PSB na ação, “é impressionante que o governo Federal, em plena pandemia, intente nova medida que resulte em armamento da população após duas decisões do Supremo suspendendo outras tentativas. A assessoria jurídica do governo precisa entender que reduzir a capacidade estatal de controle da segurança pública e estimular de forma injustificada a aquisição de armas de fogo viola a nossa Constituição Federal”.

______

t

Patrocínio

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ANDRIA ARAUJO SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

instagram
GONSALVES DE RESENDE ADVOGADOS

ATENDIMENTO IMEDIATO