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Estagiária não devolverá auxílio-transporte por trabalhar de casa

Segundo a decisão, verbas remuneratórias recebidas de boa-fé por força de erro da administração são inexigíveis.

Da Redação

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Atualizado às 11:13

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus, do TRF da 4ª região, deu provimento ao recurso de uma ex-estagiária da Procuradoria Federal de Santa Catarina e ela não precisará devolver valor recebido como auxílio-transporte durante um ano em que trabalhou de casa devido à pandemia. Segundo a decisão, verbas remuneratórias recebidas de boa-fé por força de erro da administração são inexigíveis.

 (Imagem: Unsplash)

Estagiária não precisará devolver valor recebido como auxílio-transporte durante um ano em que trabalhou de casa.(Imagem: Unsplash)

A autora trabalhou de julho de 2020 a julho de 2001 em regime de home office. Neste período, recebia uma bolsa mensal e R$ 10 diários para transporte. Ao se desligar do estágio, ela recebeu um e-mail com aviso de débito no valor de R$ 2.976,13 do gestor de estágio, informando que por ter realizado sua função remotamente, a verba paga teria que ser devolvida.

A estudante ajuizou ação na Justiça Federal de Florianópolis/SC. Ela argumentou que achava que fazia parte do pagamento e que o erro foi da administração. O juízo de primeira instância negou o pedido, compreendendo que não seria possível qualificar de ilegal ou abusivo o ato da autoridade quanto à cobrança do débito decorrente de pagamento indevido do auxílio.

A autora recorreu ao TRF-4 com um agravo de instrumento. Segundo Laus, relator do caso, a administração que errou ao seguir pagando à autora auxílio-transporte diário mesmo após a vigência da instrução normativa do ministério da Economia, publicada em março de 2020, que proibia o pagamento aos estagiários em home office.

O desembargador enfatizou que no termo de compromisso do estágio estava incluído o transporte, o que demonstra o recebimento de boa-fé da estudante.

“Com relação às verbas remuneratórias recebidas de boa-fé, por força de interpretação errônea ou má aplicação da lei ou, ainda, erro operacional cometido pela administração, é firme na jurisprudência a orientação no sentido de que sua devolução é inexigível.”

  • Processo: 5035630-48.2021.4.04.0000

Informações: TRF-4.

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