MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Lei da saidinha: Lewandowski alerta sobre custo do exame criminológico
Justiça

Lei da saidinha: Lewandowski alerta sobre custo do exame criminológico

Além das questões legais e constitucionais, o ministro alertou para a necessidade de atenção e solução por parte das autoridades estaduais para implementar as novas exigências da lei das saidinhas.

Da Redação

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Atualizado em 23 de abril de 2024 06:19

Em entrevista à TV Migalhas, concedida hoje durante reunião-almoço do IASP, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, levantou preocupações sobre as implicações financeiras e práticas das novas exigências impostas pela lei das saidinhas. O ministro falou sobre a exigência dos exames criminológicos e o uso de tornozeleiras eletrônicas, medidas que, segundo ele, terão um alto custo para os Estados.

Lewandowski relembrou também seu tempo de atuação no tribunal de alçada criminal, ressaltando que o exame criminológico foi uma prática anteriormente abandonada devido à sua complexidade e custo. "Eu mesmo, quando era juiz, examinei vários incidentes de execução em que se exigia o exame criminológico para que o preso saísse do regime fechado para o semiaberto e depois para o aberto", comentou o ministro.

Segundo o ministro, a exigência de avaliações por múltiplos profissionais, como psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, além da autorização do diretor do estabelecimento prisional, tornava o processo bastante oneroso.

O ministro também destacou a inconstitucionalidade da proibição das saídas temporárias para detentos em regime semiaberto, uma medida que foi vetada por violar a dignidade da pessoa humana e o princípio da individualidade da pena. Segundo ele, essa proibição atenta contra a proteção da família, um valor assegurado pela Constituição Federal.

Além dos aspectos legais e constitucionais, Lewandowski expressou preocupações práticas, também. "Alguns críticos dizem que a exigência de um exame criminológico, que é complexo e custoso, pode impedir ou pode atrasar a progressão de regime que é um direito dos presos".

O ministro enfatizou que essa questão precisa de atenção e solução pelas autoridades estaduais, que serão responsáveis por implementar essas novas exigências.

Confira a fala:

Durante o evento, o ministro também falou sobre a mudança no perfil da criminalidade, sobre a criação do Sistema Único de Segurança Pública e a necessidade de se alterar a constituição para que União tenha maior capacidade de atuar em relação aos demais entes da federação. "É preciso conferir competência à União para elaborar um plano nacional de segurança e defesa social, como está previsto na lei que criou o Sistema Único de Segurança Pública (SUSP)”.

Patrocínio

Patrocínio

TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA
TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA

TORRES & SILVA SOCIEDADE DE ADVOGADOS LTDA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

SPENASSATTO ADVOGADOS
SPENASSATTO ADVOGADOS

SPENASSATTO SOCIEDADE DE ADVOGADOS