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Inteligência artificial

Advogado aborda preocupação com regulamentação da IA e direito autoral

Marcel Leonardi destacou ainda que a principiologia do marco civil continua válida e deve orientar futuras normas sobre inteligência artificial.

Da Redação

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Atualizado às 14:19

Em entrevista à TV Migalhas, o advogado Marcel Leonardi chamou atenção para um ponto sensível na regulamentação da inteligência artificial no Brasil.

Conforme afirmou, a legislação brasileira sobre direitos autorais não contempla exceções já adotadas na Europa e nos Estados Unidos que permitem que sistemas de IA tenham acesso a conteúdos de forma mais ampla.

Segundo Leonardi, essa lacuna pode trazer consequências negativas para o país: “Se tudo automaticamente tiver que ser remunerado, talvez o Brasil limite muito mais o tipo de material que essas inteligências artificiais vão conseguir produzir em português do Brasil”, afirmou.

Ele ponderou que, embora a discussão sobre a remuneração do uso de materiais seja importante, o excesso de restrições pode comprometer o desenvolvimento e a competitividade da tecnologia no país.

Por outro lado, Leonardi avaliou que o projeto de regulamentação avançou de forma equilibrada ao adotar a classificação de sistemas de inteligência artificial por graus de risco.

A ideia de você distribuir os sistemas de inteligência artificial por graus de risco, quais são as consequências, tudo isso, o legislador já está caminhando bem”, afirmou.

Marco civil

O advogado também destacou a relevância do marco civil da internet para o debate regulatório. “Os princípios do marco civil da internet continuam válidos de uma maneira geral. (...) A principiologia está ali. O que vai acontecer, naturalmente, são esses ajustes”, disse.

Para ele, mesmo diante dos avanços da inteligência artificial, o marco civil continuará servindo de base para regulações futuras, sem perder relevância.

"Com a inteligência artificial, principalmente a generativa, muita gente vai acabar usando essas ferramentas como porta de entrada para conhecimento, para entender novos materiais, para poder ter acesso a todo tipo de informação e entender, inclusive, para visitar as fontes. Então, acho que a minha principal preocupação nesse aspecto é que o marco civil vai acabar servindo dessa base para regulações futuras."

O evento

De 28 a 30 de agosto, Campos do Jordão/SP sedia o 16º Encontro Anual AASP. O evento reúne ministros, magistrados e advogados de diferentes áreas para debater os principais desafios do Direito na atualidade, com foco na atualização profissional e no compartilhamento de experiências.

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