Caso Master pode ter antecipado volta de Fachin a Brasília
Decisões do relator do processo, ministro Toffoli, geraram impasses institucionais com PF e PGR.
Da Redação
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Atualizado às 10:36
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, interrompeu o recesso e antecipou o retorno a Brasília. Ele desembarcou na noite de segunda-feira, 19. O ministro poderia voltar apenas na próxima semana, já que a abertura do ano judiciário ocorrerá em 2 de fevereiro. O objetivo do retorno, segundo se apura, seria gerenciar os impactos da crise envolvendo o banco Master na imagem do tribunal. A interlocutores, o ministro teria dito que “o momento exige” sua presença na capital.
De acordo com o G1, o presidente do STF tem procurado ministros para tratar do caso. Nesta terça-feira, 20, ele deve seguir para São Luís/MA, onde se reunirá com o ministro Flávio Dino.
O ponto central das tratativas seria a condução do ministro Dias Toffoli no inquérito envolvendo o banco. Decisões de Toffoli provocaram crise institucional, principalmente com a Polícia Federal. Entre elas, a determinação que retirou da corporação a guarda das provas recolhidas em busca e apreensão realizada no âmbito do inquérito, em endereços ligados ao dono do banco, Daniel Vorcaro.
Após pedido da própria PF e parecer da PGR, Toffoli reviu a decisão e determinou que o material permanecesse sob guarda da Procuradoria. A Polícia Federal havia alertado para o risco de prejuízo à análise das provas caso não tivesse acesso direto ao material apreendido.
A medida provocou reação. A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal divulgou nota pública afirmando que as decisões do ministro no caso do Banco Master configuram um cenário “atípico” e representam “afronta às prerrogativas” da corporação. A Associação Nacional de Peritos Criminais Federais também manifestou preocupação.




