Fux defende concurso público e Dino rebate: "Vai propor estatizar Itaú"
Manifestação ocorreu após Fux dizer que função de tradutor demandaria concurso público.
Da Redação
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
Atualizado às 19:22
Nesta quinta-feira, 25, durante sessão plenária do STF, ministro Flávio Dino deu a entender que ministro Luiz Fux estava assumindo posicionamento muito "estatista" e disparou que o colega logo iria propor a "estatização do Itaú e do Bradesco".
O comentário ocorreu enquanto a Corte discutia a validade de dispositivos da lei 14.195/21 que flexibilizaram as regras para o exercício da atividade de tradutores e intérpretes públicos, permitindo a dispensa de concurso mediante aprovação em exames de proficiência.
Ao se manifestar, ministro Luiz Fux defendeu que a seleção para a atividade deveria ser realizada pelo Estado, por se tratar de função exercida em prol do poder público.
"Eu acho que deveria constar, de alguma parte do voto, que essa seleção deveria ser feita pelo Estado, porque eles vão exercer uma função em prol do Poder Público", afirmou. Para o ministro, não seria adequado substituir seleção pública por simples atestados de proficiência.
"Eu estou preocupado, daqui a pouco, do ministro Fux, Vossa Excelência, propor a estatização do Itaú e do Bradesco. Vocês estão muito estatizantes, não é possível isso", disse Dino.
O caso
O caso envolvia a constitucionalidade de dispositivos da lei 14.195/21 que flexibilizaram o regime da categoria. Entre os pontos discutidos estava a possibilidade de dispensa de concurso com base em exames de proficiência.
Ao final, o STF decidiu, por unanimidade, suspender essa regra específica até que haja nova regulamentação, mantendo os demais dispositivos da lei.
- Processo: ADIn 7.196




