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Violência

TJ/RJ condena PMs por fraudar a cena da morte de Kathlen Romeu

Jovem foi atingida por disparo de fuzil durante ação policial; os policiais militares obtiveram a substituição condicional da pena, fixada em 2 anos de prisão.

Da Redação

sábado, 21 de março de 2026

Atualizado às 10:46

A 6ª câmara Criminal do TJ/RJ condenou três policiais militares por alterarem a cena da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos, baleada em junho de 2021 durante uma operação policial no Complexo do Lins, na zona Norte do Rio de Janeiro.

Foram condenados o sargento Rafael Chaves de Oliveira e os cabos Rodrigo Correia de Frias e Marcos Felipe da Silva Salvian pelo crime de fraude processual, previsto no art. 23 da lei de abuso de autoridade.

Segundo a denúncia, os policiais retiraram material do local do crime e acrescentaram munições, com o objetivo de induzir à conclusão de que houve troca de tiros entre policiais e criminosos.

A pena fixada foi de dois anos e 15 dias de prisão, em regime inicial aberto, além de 15 dias-multa. No entanto, a Justiça concedeu a substituição condicional da pena pelo prazo de três anos, cujas condições serão definidas pela Vara de Execuções Penais.

A decisão foi proferida em recurso do Ministério Público, após a absolvição dos policiais pela Justiça Militar em agosto do ano passado.

 (Imagem: eukathlenromeu/Instagram)

TJ/RJ condenou PMs por alterarem local da morte de Kathlen Romeu, jovem grávida baleada no Rio de Janeiro.(Imagem: eukathlenromeu/Instagram)
 

Relembre o caso

Kathlen Romeu estava grávida quando foi atingida por um disparo de fuzil no peito, durante ação policial na comunidade. A jovem caminhava com a avó quando foi baleada. Ela não resistiu aos ferimentos.

Os policiais Rodrigo Frias e Marcos Salvian, também acusados pela morte de Kathlen, ainda serão submetidos a júri popular, em data a ser definida.

Após a decisão, a mãe da vítima, Jackeline Oliveira, manifestou indignação nas redes sociais. Segundo ela, a condenação representa mais um episódio de injustiça.

"Carrego diariamente uma mochila pesada de dor, saudade, um tiro de fuzil eterno na alma e as marcas da injustiça, do racismo. Hoje, não está sendo diferente e recebo mais um tiro, quando o Tribunal Militar condena em ínfimo 2 anos e 15 dias em regime aberto os policiais assassinos da minha filha e neto, por fraude processual", afirmou.

Informações: Agência Brasil.

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