Ministra Cármen Lúcia anuncia saída antecipada da presidência do TSE
S. Exa. afirmou que deixa comando antes do prazo para ampliar transição e preparação das eleições de 2026.
Da Redação
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Atualizado às 12:42
Ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral, anunciou que deixará a presidência da Corte eleitoral, antecipadamente, e comunicou que a escolha da nova cúpula ocorrerá na próxima terça-feira, 14.
A fala ocorreu no final da sessão plenária desta quinta-feira, 9, dando início formal ao processo de transição de gestão.
Pelo sistema de rodízio adotado no Tribunal, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente do TSE. Já a vice-presidência tende a ficar com o ministro André Mendonça, ambos integrantes do STF.
A data da posse será definida até o fim de maio.
Veja o momento:
Transição tranquila
A decisão, segundo a ministra, busca assegurar transição mais estável e organizada diante da proximidade das eleições de 2026.
Cármen Lúcia lembrou que permaneceria na presidência até 3 de junho, o que deixaria ao sucessor pouco mais de 100 dias para conduzir as eleições de outubro. Diante disso, optou por iniciar o processo antes do término do mandato.
S. Exa. ressaltou que mudanças na direção da Justiça Eleitoral muito próximas ao pleito podem comprometer o funcionamento administrativo. Ainda, destacou que a condução do processo eleitoral exige planejamento cuidadoso e continuidade institucional.
"As eleições devem ser preparadas [...] sem atropelos, sem afobação, para que o processo tenha curso regular, transparente e seguro", disse.
Também enfatizou que a antecipação da escolha permite que os novos dirigentes tenham tempo para estruturar suas equipes e definir diretrizes de atuação.
Segundo Cármen Lúcia, o respeito institucional e o interesse público devem orientar a transição, especialmente diante da complexidade da organização do pleito.
A ministra também mencionou a sobrecarga decorrente do acúmulo de funções entre o TSE e o STF. Com a saída antecipada, pretende retomar integralmente suas atividades no Supremo.





