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Nova gestão

Nunes Marques assume comando do TSE nesta terça-feira; Mendonça será vice

Ministros tomam posse em cerimônia às 19h, em Brasília, e ficarão à frente da Justiça Eleitoral nas eleições gerais de 2026.

Da Redação

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Atualizado às 16:10

Nesta terça-feira, 12, ministro Kassio Nunes Marques toma posse como presidente do TSE - Tribunal Superior Eleitoral. Na mesma cerimônia, marcada para as 19h, na sede da Corte Eleitoral, em Brasília, ministro André Mendonça assumirá a vice-presidência do Tribunal.

A nova cúpula ficará responsável pela condução administrativa da Justiça Eleitoral durante as eleições gerais de 2026, em um contexto marcado por desafios como o enfrentamento à desinformação, a regulação do uso de inteligência artificial nas campanhas e a preservação da confiança pública no sistema eleitoral.

A eleição de Nunes Marques e Mendonça para os cargos de presidente e vice-presidente ocorreu em 14 de abril, em sessão plenária do TSE.

A posse marca a substituição da ministra Cármen Lúcia, que estava à frente do TSE desde junho de 2024. S. Exa. foi a primeira mulher a presidir a Corte eleitoral por duas vezes e comandou o Tribunal durante as eleições municipais de 2024.

 (Imagem: Arte Migalhas)

Ministro Kassio Nunes Marques assume presidência do TSE com ministro André Mendonça como vice.(Imagem: Arte Migalhas)

Perfil do novo presidente

Natural de Teresina/PI, Kassio Nunes Marques é formado em Direito pela Universidade Federal do Piauí. Iniciou a carreira na advocacia, área em que também atuou como conselheiro da OAB/PI.

Seu ingresso na magistratura ocorreu no TRE/PI, na classe dos juristas. Em 2011, foi nomeado desembargador do TRF da 1ª região, em vaga destinada à advocacia. No tribunal, chegou à vice-presidência e teve atuação marcada por elevada produtividade na análise de processos.

Em 2020, foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro para o STF, assumindo a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Celso de Mello.

A trajetória construída fora dos grandes centros políticos é frequentemente apontada por interlocutores como um elemento que contribui para uma leitura mais prática da vida pública. Agora, Nunes Marques chega à presidência do TSE após ocupar a vice-presidência do Tribunal desde 2024.

O ministro integra a Corte Eleitoral como membro efetivo desde maio de 2023 e foi reconduzido para mais um biênio em 2025. Antes disso, havia tomado posse como ministro substituto do TSE em agosto de 2021.

Perfil do novo vice

André Mendonça é natural de Santos/SP e formado em Direito pela Faculdade de Direito de Bauru. Possui mestrado e doutorado pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Iniciou a carreira na AGU - Advocacia-Geral da União, onde ocupou diversos cargos, entre eles o de corregedor-geral. Ganhou projeção nacional ao assumir a chefia da instituição em 2019, no início do governo Jair Bolsonaro. No ano seguinte, foi nomeado ministro da Justiça e Segurança Pública.

Em 2021, foi indicado ao STF, tornando-se a segunda escolha de Bolsonaro para a Corte. Aprovado pelo Senado, assumiu a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio.

No TSE, Mendonça passou a atuar como ministro efetivo em junho de 2024, em vaga destinada a magistrados do Supremo. 

Em manifestações públicas, Mendonça indicou que a nova gestão do TSE deve ter atuação pautada por discrição, imparcialidade e fundamentação das decisões.

Composição do TSE

De acordo com a Constituição Federal, o TSE é composto por, no mínimo, sete ministros: três oriundos do STF, dois do STJ e dois representantes da classe dos juristas.

O presidente e o vice-presidente são escolhidos entre os ministros do Supremo que integram a Corte eleitoral. Cada ministro exerce mandato de dois anos, admitida uma recondução consecutiva.

A sucessão também altera a composição do grupo de ministros do STF que integram a Corte Eleitoral. Com a saída de Cármen Lúcia, a vaga passa a ser ocupada pelo ministro Dias Toffoli.

Histórico de presidências

A partir da redemocratização e, em especial, após a Constituição de 1988, diferentes ministros do STF comandaram a Corte em pleitos que elegeram presidentes de perfis políticos distintos.

Confira:

 (Imagem: Arte Migalhas)

(Imagem: Arte Migalhas)

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