Ministro alerta para risco em uso de IA para redação de ementas no STJ
Cueva observou que inteligência artificial cria “tese”, que pode ser confundida com teses repetitivas na Corte.
Da Redação
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Atualizado às 14:50
Ministro Villas Bôas Cueva fez um alerta na 2ª seção do STJ nesta quarta-feira, 8, sobre o uso de IA na Corte.
Ele observou que, quando a ferramenta de inteligência artificial é utilizada pelos ministros na redação de ementas, acaba por gerar uma "tese", mesmo em casos de não conhecimento de recursos, por exemplo.
Para Cueva, a siuação pode gerar ruído na jurisprudência do STJ, já que o formato pode ser confundido, pelos advogados, com as teses repetitivas da Corte.
Veja:
O caso apontado pelo ministro era relatado pelo ministro João Otávio de Noronha, que se comprometeu a rever a redação da ementa.
Imprecisões da IA
Recentemente, Migalhas publicou um episódio em que uma jurisprudência do TJ/PI citada em sentença tinha erros que provavelmente não foram cometidos por humanos.
No caso, foi citado um acórdão no qual “autos” do processo foram trocados por “automóveis”; CPC foi trocado por PCC; e "art." por "artes". Inciso “I” foi alterado para“eu”. Por fim, "repetição de indébito" virou "reprodução de indébito".




