ICE, serviço de imigração dos EUA, prende ex-deputado Alexandre Ramagem
Detenção ocorreu na Flórida por irregularidade migratória; Brasil acompanha possível extradição.
Da Redação
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Atualizado às 14:27
O ex-deputado Federal Alexandre Ramagem foi detido nos Estados Unidos por agentes do ICE - Serviço de Imigração e Controle de Aduanas.
Segundo informado pelo G1, a prisão ocorreu em Orlando, na Flórida, e foi comunicada às autoridades brasileiras por volta do meio-dia (horário de Brasília).
De acordo com a PF, a detenção decorre de questões migratórias.
Ramagem estaria em situação irregular no país e, por isso, foi encaminhado a um centro de detenção local. O governo brasileiro aguarda informações sobre os próximos passos, especialmente quanto à possibilidade de extradição.
A captura ocorre no contexto de cooperação entre Brasil e Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado.
Segundo a PF, o ex-parlamentar é considerado foragido da Justiça brasileira, após condenação pelo STF a 16 anos de prisão por envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
As investigações apontam que Ramagem deixou o Brasil antes da conclusão do julgamento, cruzando a fronteira com a Guiana e, posteriormente, seguindo para território norte-americano.
O nome dele foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, o que possibilitou sua localização por autoridades estrangeiras.
O pedido formal de extradição foi encaminhado pelo ministério da Justiça ao governo dos EUA no fim de 2025, por meio da embaixada brasileira em Washington.
Mesmo no exterior, Ramagem sofreu medidas de natureza política e administrativa.
Ele teve o mandato cassado em dezembro de 2025, além de suspender o passaporte diplomático e bloquear o pagamento de vencimentos parlamentares.
Delegado da PF desde 2005, Ramagem ganhou notoriedade ao atuar na segurança do então candidato Jair Bolsonaro em 2018.
Posteriormente, assumiu a direção da Abin - Agência Brasileira de Inteligência, gestão que se tornou alvo de apurações no caso conhecido como "Abin paralela". Em 2022, foi eleito deputado Federal pelo Rio de Janeiro.






