MIGALHAS QUENTES

  1. Home >
  2. Quentes >
  3. Magistrada critica corte de penduricalhos: "Daqui a pouco é escravidão”
Desabafo

Magistrada critica corte de penduricalhos: "Daqui a pouco é escravidão”

Desembargadora do PA afirmou que medidas criaram imagem negativa da categoria e relatou sobrecarga de trabalho.

Da Redação

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Atualizado às 08:37

A desembargadora do TJ/PA Eva do Amaral Coelho criticou, durante a 8ª sessão Ordinária, os novos limites estabelecidos em março pelo STF para o pagamento de penduricalhos a magistrados de todo o país.

A magistrada, da 3ª turma de Direito Penal, afirmou que a categoria vem sendo tratada como vilã e disse que, “daqui a pouco”, juízes e desembargadores estarão “no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão”.

Eva se manifestou sobre o tema em 9 de abril. Aos colegas, pediu desculpas e disse que fazia um “desabafo sobre uma situação muito triste”.

Na fala, a desembargadora afirmou que foram criadas narrativas que passaram a retratar o juiz como alguém sem escrúpulos, que quer “ganhar muito sem fazer nada”. Segundo ela, a imagem da magistratura foi invertida perante a sociedade.

“Hoje nós passamos de cidadãos que zelam pela proteção dos direitos para vilões da história. Nós somos os bandidos agora."

Ao rebater a visão de que juízes buscam vantagens indevidas, Eva criticou o uso do termo “penduricalho” e disse que a expressão foi lançada de forma ofensiva contra a categoria.

“Dizer que o juiz não trabalha e que persegue verbas e mais verbas e mais verbas, como um privilégio, um penduricalho, uma expressão tão chula e tão vagabunda que jogaram em cima da magistratura que hoje a gente vive com uma tensão enorme."

Segundo a desembargadora, a pressão já afeta integrantes da carreira, e há colegas que estariam com dificuldade para pagar contas.

Eva também afirmou que não existe hoje nenhuma voz em defesa dos magistrados e reclamou da reação pública contra a categoria.

“Quanto mais a gente se defende, mais a gente é execrado.”

A desembargadora também reclamou da carga de trabalho enfrentada por juízes e desembargadores e disse que a população não conhece a rotina da magistratura.

“Eu queria que parte da população viesse viver o dia a dia do juiz e do desembargador, para ver como é que a gente trabalha. Enormes horas extras, sacrificando fim de semana.”

Na avaliação da desembargadora, a própria população sentirá os efeitos desse cenário quando recorrer à Justiça.

“A população vai sentir quando ela procurar a Justiça e realmente não tiver. Aí ela vai sentir e vai ver de que lado ela optou."

Assista ao momento:

Patrocínio

Patrocínio

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

FREDERICO SOUZA HALABI HORTA MACIEL SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

ADRIANA MARTINS SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
ADRIANA MARTINS SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

Nosso escritório é formado por uma equipe de advogados especializados, nas áreas mais demandas do direito, como direito civil, trabalhista, previdenciário e família. Assim, produzimos serviços advocatícios e de consultoria jurídica de qualidade, com muito conhecimento técnico e jurídico. A...

JAQUELINE MENEZES SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA
JAQUELINE MENEZES SOCIEDADE INDIVIDUAL DE ADVOCACIA

MENEZES ADVOGADOS