Cármen Lúcia destaca que TSE ficará ao menos 18 anos sem mulher no comando
Ministra afirmou que tempo longo demonstra como paridade também está distante.
Da Redação
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Atualizado às 17:42
Durante sessão do STF, nesta quinta-feira, 7, ministra Cármen Lúcia afirmou que levará ao menos 18 anos para que uma mulher volte a assumir a presidência do TSE. A observação foi feita após o ministro Dias Toffoli registrar que a data marcou a última sessão da ministra à frente da Corte Eleitoral.
Toffoli, ao fazer a saudação, lembrou que Cármen Lúcia presidiu a Corte eleitoral duas vezes, feito que, segundo ele, não deverá se repetir em menos de 20 anos no caso de outra mulher.
"Para nós termos uma mulher que possa alcançar a chegada duas vezes à presidência do Tribunal Superior Eleitoral em menos de 20 anos não será possível", afirmou.
Cármen Lúcia, então, observou que, mesmo que uma mulher fosse indicada hoje ao STF, levaria quase duas décadas para que ela chegasse à presidência do TSE.
"A primeira vez, se viesse hoje, seria daqui a 18 anos que a mulher chegaria ao Tribunal Superior Eleitoral, uma ministra do Supremo, na presidência", disse.
Para a ministra, o dado evidencia a distância ainda existente em relação à igualdade de gênero nos espaços de comando do Judiciário.
"Isso demonstra exatamente como estamos longe de uma paridade", concluiu.
Confira:
Contra dados...
O dado mencionado por Cármen Lúcia dialoga com levantamento do Migalhas sobre a presença feminina nas Cortes superiores.
Em mais de dois séculos de história, apenas 36 mulheres ocuparam cadeiras no STF, STJ, TST, TSE e STM. Como algumas ministras passaram por mais de um tribunal, o número de mulheres distintas é ainda menor: 29 brasileiras chegaram ao topo do Judiciário.
O levantamento evidencia que a baixa representatividade feminina não se limita aos cargos de presidência, mas atravessa a própria composição das Cortes superiores e também alcança órgãos de controle.





