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Indenização

Trump deve pagar US$ 5,8 mi a escritora Jean Carroll por abuso sexual

Juiz ordenou a liberação de valor depositado em conta judicial; indenização decorre de ação cível em que escritora acusou Trump de abuso sexual nos anos 1990 e de difamá-la ao negar o episódio.

Da Redação

quarta-feira, 8 de julho de 2026

Atualizado às 19:04

A Justiça Federal de Manhattan, nos Estados Unidos, determinou a liberação de cerca de US$ 5,8 milhões à escritora E. Jean Carroll, em processo cível no qual o presidente Donald Trump foi responsabilizado por abuso sexual e difamação.

Segundo a BBC, o juiz Lewis Kaplan ordenou que o valor, acrescido de juros, fosse retirado da conta judicial em que havia sido depositado por Trump após o veredicto. A defesa tentava adiar o pagamento para pedir que a Suprema Corte dos EUA reconsiderasse a decisão de não analisar recurso no caso.

 (Imagem: Reprodução instagram @ejeancarroll1/Kyle Mazza/Thenews2/Folhapress)

Trump deve pagar US$ 5,8 mi a escritora E. Jean Carroll por abuso sexual e difamação.(Imagem: Reprodução instagram @ejeancarroll1/Kyle Mazza/Thenews2/Folhapress)

Entenda o caso

E. Jean Carroll, ex-colunista de revista, afirma que foi abusada sexualmente por Trump em meados da década de 1990, no provador da loja de departamentos Bergdorf Goodman, em Manhattan, Nova York.

A acusação veio a público em 2019, quando a escritora relatou o episódio em livro de memórias. Trump nega as acusações.

Em maio de 2023, um júri de Nova York concedeu indenização de US$ 5 milhões a Carroll após responsabilizar Trump, na esfera cível, por abuso sexual e difamação. O júri rejeitou, contudo, a alegação de estupro conforme a definição prevista na legislação penal de Nova York.

O caso também envolveu declarações do republicano na plataforma Truth Social, nas quais ele negou a acusação e classificou o episódio como falso.

Após o veredicto, Trump depositou o valor da indenização em uma conta controlada pela Justiça enquanto recorria da decisão

Suprema Corte rejeitou recurso

Segundo a BBC, uma Corte Federal de Apelações manteve, no ano passado, a decisão do júri e concluiu que não havia motivo para novo julgamento. Depois disso, Trump pediu a intervenção da Suprema Corte dos EUA.

Em 29 de junho, a Suprema Corte recusou analisar o recurso, sem detalhar os fundamentos da decisão, como é usual. Com isso, ficou mantido o veredicto unânime que responsabilizou Trump, na esfera cível, por abuso sexual e difamação.

Trump sustentava que o juiz Lewis Kaplan, responsável pelo julgamento cível, teria permitido indevidamente a apresentação de provas que influenciaram negativamente a percepção dos jurados. Na petição, a defesa também questionou o uso, no julgamento, de uma gravação de 2005 na qual Trump aparece fazendo comentários sobre tocar e beijar mulheres.

A ordem de Kaplan não informou quando os valores serão efetivamente liberados à escritora.

Outro processo

A BBC também informou que, em processo distinto, outro júri condenou Trump a pagar US$ 83,3 milhões a Carroll por difamação. Recurso do presidente contra essa decisão foi rejeitado em setembro de 2025 por um colegiado de juízes federais.

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