Bruno Dantas antecipa saída do TCU após 12 anos na Corte
Ministro protocolou pedido de renúncia nesta segunda-feira, 31, e afirmou que pretende seguir dedicado à vida acadêmica e ao debate público.
Da Redação
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Atualizado às 12:34
O ministro Bruno Dantas anunciou, nesta segunda-feira, 31, que protocolou pedido de renúncia ao cargo de ministro do TCU - Tribunal de Contas da União, antecipando sua saída da Corte. Aos 48 anos, Dantas poderia permanecer no Tribunal até 2053, quando atingiria a idade de 75 anos para a aposentadoria compulsória.
Dantas está no TCU desde 2014, após ter sido indicado à vaga pelo Senado Federal, e presidiu a Corte de Contas no biênio 2023-2024.
Em nota pública, afirmou que decidiu encerrar o ciclo para iniciar uma nova etapa profissional. Ao comentar a saída antecipada, defendeu a renovação nos altos cargos públicos.
"As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir", afirmou.
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Novos projetos
Ao explicar a decisão, Dantas disse que, após ter presidido o TCU em período de "grande projeção institucional", considerou que era o momento de buscar novos desafios.
Segundo o ministro, os próximos passos envolverão iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, além da continuidade da atuação acadêmica e da participação no debate público.
"É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória", declarou.
Trajetória no serviço público
Na despedida, Dantas agradeceu aos ministros, auditores e servidores do TCU, além dos integrantes de sua equipe e familiares.
Também fez menção ao Senado Federal, onde ingressou aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público. Segundo Dantas, foi na Casa que começou sua trajetória e onde se formou como profissional e acadêmico.
Ao encerrar a nota, o ministro afirmou que a decisão de deixar o Tribunal foi amadurecida junto à família.
Biografia
Bruno Dantas, nascido em 6/3/78, em Salvador/BA, é jurista, professor e pesquisador. Mestre e doutor em Direito pela PUC-SP e pós-doutor pela UERJ, ingressou no Senado Federal como consultor legislativo, onde também exerceu o cargo de consultor-geral.
Foi conselheiro do CNMP e do CNJ antes de chegar ao TCU, em 2014, por indicação do Senado. Na Corte de Contas, presidiu o Tribunal no biênio 2023-2024 e também teve atuação internacional, à frente da Intosai e como integrante do Conselho de Auditores da ONU.
Paralelamente à carreira pública, desenvolveu trajetória acadêmica, com atuação como professor e pesquisador e obras nas áreas de Direito Processual Civil e Direito Público.