Mendonça fica entre Dino e Moraes em julgamento histórico
Cena emblemática coloca sentados lado a lado três protagonistas dos desdobramentos do caso Master que levaram o Supremo à sessão extraordinária desta terça-feira.
Da Redação
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Atualizado às 11:04
Uma imagem emblemática marca a sessão extraordinária do STF nesta terça-feira, 15: no plenário, André Mendonça está sentado entre Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
A disposição chama atenção justamente pelo contexto do julgamento.
Moraes está no centro da controvérsia provocada pelo relatório da Polícia Federal que o identificou como interlocutor de Daniel Vorcaro.
Mendonça, responsável pela diligência que deu origem ao documento, apresentou nesta semana esclarecimentos ao presidente da Corte, Edson Fachin, sustentando que a ordem buscava identificar integrantes ainda desconhecidos da suposta rede de influência ligada ao ex-banqueiro.
Nesta terça-feira, Dino também entrou diretamente nesse cenário. Em decisão tornada pública horas antes da sessão, o ministro reuniu elementos envolvendo Mendonça e Vorcaro e determinou o envio do material a Fachin, para juntada aos autos em que são apuradas condutas do colega.
Assim, em meio a uma das sessões mais relevantes da história do Supremo, a disposição física do plenário reúne, lado a lado, três dos principais personagens dos acontecimentos que cercam o caso Master.
Assentos predefinidos
A posição dos ministros não foi definida especialmente para o julgamento desta terça-feira. No plenário do STF, os assentos seguem uma disposição previamente estabelecida.
Segundo o próprio Supremo, o presidente ocupa a posição central e os demais ministros são posicionados de acordo com a ordem de antiguidade na Corte.
A cena registrada nesta terça-feira, portanto, resulta da composição regular do plenário — coincidência que, diante do contexto do julgamento, ganha significado ainda mais curioso.
O julgamento
O STF analisa os desdobramentos da crise institucional surgida a partir das investigações do caso Banco Master.
No centro da controvérsia estão, de um lado, a validade da requisição feita por André Mendonça à Polícia Federal que levou à produção de relatório com dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro e mensagens envolvendo Alexandre de Moraes; de outro, as medidas adotadas por Mendonça contra integrantes da cúpula da PF, após afirmar ter sido alvo de monitoramento pela inteligência da corporação.
- Processo: Pet 16.662
