Gonet se pronuncia e nega proximidade com Vorcaro no caso Master
Procurador afirmou que teve apenas um encontro com o banqueiro, acompanhado de outras autoridades, e uma ligação “brevíssima e banal”.
Da Redação
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Atualizado às 18:42
O procurador-Geral da República, Paulo Gonet, afirmou nesta terça-feira, 15, durante a sessão extraordinária do STF sobre os desdobramentos do caso Banco Master, que não manteve relação de proximidade com Daniel Vorcaro e que as informações encontradas nas investigações não indicam prática de ilícito de sua parte.
Gonet pediu a palavra após seu nome e o cargo de procurador-Geral da República serem mencionados durante as discussões no plenário. Ele ressaltou que o chefe da PGR somente pode ser investigado após autorização do órgão competente do Ministério Público Federal.
“Não tive relacionamento de proximidade”
O procurador-Geral afirmou que teve apenas um encontro com Vorcaro, em abril de 2024, na presença de diversas autoridades. Também mencionou uma ligação intermediada por advogado, que classificou como “brevíssima e banal”.
“Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro.”
Segundo Gonet, o resultado da análise realizada no material apreendido apontou apenas mensagens “sem nenhuma relevância jurídica”.
Confira:
Atuação da PGR
Gonet também defendeu a atuação do Ministério Público nas investigações. Segundo ele, tanto em primeiro grau quanto no STF, o órgão atuou pelo esclarecimento dos fatos e pelo avanço da persecução penal.
“Quem analisa os fatos sem viés verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto.”
Ao final, o procurador-Geral agradeceu a André Mendonça por ter reconhecido, segundo Gonet, que o material colhido não indicava prática ilícita atribuível ao chefe da PGR e reiterou a idoneidade da atuação da instituição.