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Morte de magistrado

Juiz do TJ/SP é encontrado carbonizado dentro de carro em chamas

Gustavo de Castro Campos atuava na comarca de Mococa, no interior paulista. Polícia Civil investigará as circunstâncias da morte.

Da Redação

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Atualizado às 08:17

O juiz de Direito Gustavo de Castro Campos, do TJ/SP, foi encontrado morto, com o corpo carbonizado, dentro de um carro em chamas na quarta-feira, 7, em uma área rural de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. A Polícia Civil investigará as circunstâncias da morte, cuja causa ainda não foi esclarecida.

O veículo estava em uma área pertencente a uma fazenda. Trabalhadores rurais que operavam uma retroescavadeira encontraram o carro e utilizaram terra para apagar as chamas.

Dentro do automóvel, foi localizada uma carteira de habilitação em nome do magistrado. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para atender à ocorrência.

A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias do caso. Neste início da investigação, nenhuma hipótese foi descartada.

 (Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Juiz Gustavo de Castro Campos, do TJ/SP, foi encontrado morto dentro de carro incendiado no interior de SP.(Imagem: Reprodução/Redes sociais)

Trajetória profissional

Gustavo de Castro Campos atuava na comarca de Mococa/SP. Formado em Direito pelo Centro Universitário Braz Cubas, possuía duas especializações.

Antes de ingressar na magistratura, exerceu a advocacia durante dez anos. Em 2014, atuou como delegado da Polícia Civil do Espírito Santo e, no mesmo ano, passou a exercer a função de juiz substituto na Justiça capixaba.

Integrava os quadros do TJ/SP havia 12 anos, tendo atuado nas comarcas de Tambaú, Leme e Mococa.

Processo envolvendo advogado foi arquivado

Em 2022, o magistrado foi alvo de uma acusação de ofensa à honra de um advogado, posteriormente arquivada pelo Órgão Especial do TJ/SP.

A controvérsia teve origem em um desentendimento durante um julgamento. Na ocasião, o juiz questionou o advogado sobre a técnica que estava empregando.

O defensor respondeu com críticas à condução dos trabalhos e chegou a sugerir que o magistrado se aposentasse.

Ao analisar o caso, o Órgão Especial do TJ/SP considerou que a acusação não se sustentava. O colegiado apontou o comportamento provocativo do advogado e reconheceu que magistrados também podem perder a paciência diante de situações extremas.

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