Migalhas Crocantes

A pergunta não é se a máquina ama. É se você já ama

Em mais um episódio do Migalhas Crocantes, Sílvia Piva discute por que pessoas se apaixonam por IA e os reflexos desse fenômeno para o Direito e a sociedade.

29/7/2026

Você se apaixonaria por uma inteligência artificial?

A pergunta parece falar sobre tecnologia, mas revela algo muito mais antigo: a maneira como os seres humanos constroem vínculos.

Neste episódio, Sílvia Piva parte de uma norma em vigor na China, que passa a restringir aplicativos de relacionamento com IA,  para discutir uma questão que atravessa a filosofia, a psicologia, o Direito e os estudos de futuros: o que faz alguma coisa deixar de ser apenas uma coisa? Por que conseguimos amar fotografias, cartas, animais, objetos, casas e, agora, sistemas que respondem como se houvesse alguém do outro lado?

A IA não criou esse fenômeno. Mas tornou impossível ignorá-lo.

Quando um servidor é desligado, o que realmente desaparece? Um software? Uma ilusão? Ou um vínculo que, embora artificial em sua origem, era profundamente humano em seus efeitos?

As máquinas podem amar? Não.

A pergunta é outra: por que somos capazes de amar aquilo que nunca esteve vivo?

  • Acompanhe o podcast aqui.

Colunista

Sílvia Piva é doutora e mestre em Direito do Estado pela PUC/SP, professora de Direito e Tecnologia no Ibmec e advogada. Pesquisadora do IEA-USP, integra o GPGAIA, dedicado à governança de agentes de IA. Sua trajetória une prática jurídica e pesquisa acadêmica sobre Direito, tecnologia e futuros.

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