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Estamos preparados para decidir em um mercado jurídico saturado?

No mercado jurídico digital, tudo muda rápido. No meio disso, cresce a ansiedade silenciosa de acompanhar tudo como uma corrida sem linha de chegada.

18/2/2026
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A transformação digital no setor jurídico ampliou significativamente o acesso a soluções especializadas. Plataformas tecnológicas, consultorias, lawtechs e iniciativas educacionais passaram a ocupar espaços relevantes no ambiente digital, oferecendo alternativas que contribuem para eficiência, produtividade e inovação.

Esse movimento, no entanto, também intensificou a dispersão informacional. A multiplicidade de ofertas disponíveis, muitas vezes com níveis distintos de maturidade e consistência técnica, tornou mais complexo o processo de identificação de referências qualificadas. Em um setor estruturado sobre confiança, reputação e segurança jurídica, a ausência de critérios claros pode gerar insegurança decisória e riscos institucionais.

Nesse contexto, a curadoria surge como mecanismo de organização do ecossistema. Trata-se de estabelecer parâmetros objetivos de validação, reduzir assimetrias de informação e qualificar o acesso às soluções existentes. Mais do que selecionar, a curadoria organiza, contextualiza e contribui para maior previsibilidade nas relações profissionais.

Modelos digitais estruturados, que reúnem marcas jurídicas previamente avaliadas com base em critérios de trajetória, coerência institucional e qualidade de entrega, representam um avanço nesse sentido. Ao concentrar referências validadas em um ambiente organizado, esses espaços reduzem o tempo de busca, fortalecem a transparência e contribuem para decisões mais seguras.

Experiências construídas a partir de comunidades de prática demonstram que a consolidação de critérios e a troca contínua entre profissionais favorecem a construção de legitimidade. A confiança, nesse cenário, não é resultado apenas de visibilidade, mas de consistência ao longo do tempo.

Em um mercado jurídico cada vez mais digitalizado, a organização qualificada das referências disponíveis representa não apenas uma estratégia de posicionamento, mas um instrumento de amadurecimento institucional do próprio ecossistema.

Autor

Gleicy Michella de Souza Lima Pioneira na implantação de estruturas ágeis na Controladoria Jurídica e criadora da comunidade Vem Ser Ágil. Sócia do escritório Ivo Barboza Advogados & Associados. Gestora na área de controladoria jurídica e legal ops desde 2012. Colaboradora da Fenalaw Lab. Pós graduanda em gestão de escritórios e departamentos jurídicos pela Baiana Business School. Pós graduanda em gestão de projetos, jornada de clientes e metodologias ágeis pela PUCPR. Agile Master Jurídica pelo jurídico ágil. Membra da comissão de Gestao e inovação da OAB PE e PACC-A | BR | Professional Agile Coach Accredited pelo Agile institute Brasil (em curso).

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