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Quem está por trás do crédito que move as pequenas e médias empresas do país

Hamilton de Brito Junior

Segmento ainda pouco explorado no debate público, fomento comercial exerce papel estratégico na liquidez das pequenas e médias empresas.

20/2/2026
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O fomento comercial, segmento que abrange atividades como factoring, securitização, FIDCs - Fundos de Investimento em Direitos Creditórios e ESC - Empresas Simples de Crédito, constitui um dos instrumentos mais relevantes para a sustentação financeira das pequenas e médias empresas brasileiras. Embora ainda pouco compreendido, trata-se de um setor com impacto direto no fluxo de caixa empresarial, na continuidade das atividades produtivas e na preservação de emprego e renda.

Diferentemente da atividade-fim das instituições financeiras tradicionais, a atuação do fomento comercial concentra-se na aquisição de direitos creditórios e antecipação de recebíveis comerciais, além de, em alguns casos, prestar apoio de assessoria financeira a pequeno e médios empresários, principalmente no que tange o fluxo de caixa. 

No centro desse sistema estão profissionais que analisam riscos, estruturam contratos, avaliam garantias e asseguram rigor técnico, legal e ético às operações. São eles que, na prática, sustentam a qualidade das decisões de crédito e contribuem para maior previsibilidade e segurança nas operações. É justamente a relevância desses profissionais para o desenvolvimento empresarial que motivou a instituição do Dia do Profissional de Fomento Comercial, celebrado em 11/2. A data busca reconhecer aqueles que atuam em um segmento que influencia diretamente na sustentabilidade financeira de milhares de empresas.

Ao longo das últimas décadas, o fomento comercial passou por significativa evolução. Se no passado enfrentou incompreensões quanto à sua natureza jurídica, hoje observa-se maior consolidação institucional. O avanço da profissionalização, o fortalecimento das entidades representativas e o amadurecimento do entendimento jurisprudencial sobre as operações contribuíram para ampliar a segurança jurídica e a estabilidade do ambiente de negócios.

Cada etapa do processo, desde a prospecção à análise de crédito, da formalização contratual ao compliance, exige conhecimento técnico, atenção às leis e normas que regem o mercado, responsabilidade e ética.

Encerro deixando um convite para ampliarmos o conhecimento sobre o fomento comercial como um instrumento legítimo de financiamento empresarial, essencial para a estabilidade econômica e para o aprimoramento do ambiente de negócios no Brasil. 

Compreender o fomento comercial em sua dimensão jurídica e econômica é fortalecer um mecanismo legítimo de financiamento empresarial que contribui diretamente para a segurança das relações negociais e para a estabilidade do ambiente de negócios no Brasil.

Autor

Hamilton de Brito Junior Presidente da ABRAFESC e do SINFAC-SP e tem mais de 30 anos de experiência como empresário no segmento de Fomento Comercial atuando como sócio fundador de empresas de Factoring, ESC e FIDC. Como representante setorial, também participa do quadro de diretoria de entidades como a FecomercioSP, ACSP e CEBRASSE.

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