A importância de um livro marca-se por sua atualidade, pela recordação dos fatos, e relembrança de uma época ou tempo, assim acontece com Enrico Tullio Liebman - Vida e Obra, de autoria de José Rogério Cruz e Tucci.
Na década de 40, Liebman veio da Itália, como processualista consagrado em sua terra, como um refugiado ou perseguido, e milagrosamente, a velha Academia do Largo do São Francisco, o acolheu, e ali influiu discípulos, que se tornaram mestres, como Luiz Eulálio Bueno Vidigal, Alfredo Buzaid, e mais tarde Candido Dinamarco e Tucci.
Não se pode estudar o Processo Civil brasileiro, sem uma nota temporal, antes e depois de Liebman com suas notáveis contribuições, como a eficácia da sentença, a coisa julgada, e mais.
Liebman (o nome é croata - Croácia) mas a verve italiana das melhores, que perdida no trecho atlântico, foi salvo no Largo de São Francisco, como o grande discípulo de Giuseppe Chivenda que entrara firme no processo civil brasileiro.
Tucci, grande historiador do Direito, já dera marcas da sua qualidade na biografia de Piero Calamandrei, e agora reaviva um grande nome do cenário jurídico brasileiro.