A Polícia Civil do DF prendeu um advogado suspeito de aplicar golpes em uma servidora pública aposentada de 79 anos. A idosa o conheceu quando buscava orientação espiritual após uma derrota na Justiça e acumulou prejuízo de cerca de R$ 981 mil.
As informações foram divulgadas pelo Metrópoles e confirmadas pelo Migalhas.
O caso
De acordo com a PC/DF, a vítima conheceu o suspeito há cerca de três anos, quando buscava orientação espiritual após uma derrota na Justiça em um processo. Na ocasião, a aposentada procurou um vidente que atuava na Rodoviária do Plano Piloto, local onde foi apresentada ao então advogado.
Mesmo já expulso da seccional mineira da OAB, ele teria se apresentado como profissional habilitado e convencido a idosa a realizar sucessivas transferências bancárias.
Para dar aparência de legalidade às operações, ele afirmava atuar em supostos investimentos imobiliários em Águas Lindas/GO, envolvendo um imóvel que seria objeto de usucapião.
Ao longo de aproximadamente três anos, a servidora pública aposentada repassou cerca de R$ 981 mil ao suspeito. Em depoimento à polícia, o advogado alegou ter recebido apenas R$ 35 mil, valor que, segundo ele, corresponderia a honorários iniciais.
Relação de confiança
As investigações também apontaram que o suspeito criou um vínculo pessoal com a vítima para reforçar a relação de confiança. Ele passou a acompanhá-la em cultos religiosos, idas a comércios e outras atividades cotidianas. Para a Polícia Civil, essa aproximação contribuiu para aumentar a vulnerabilidade emocional da idosa.
A denúncia foi feita pela própria vítima, que procurou a polícia acompanhada de familiares. Ela relatou ainda que o advogado esteve em sua residência, no Plano Piloto, para solicitar mais R$ 100 mil, o que elevaria o prejuízo total para cerca de R$ 1,1 milhão.
O advogado foi preso em flagrante nas proximidades da casa da vítima por equipes de plantão da 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília/DF. Ele negou a prática de crime e afirmou que a relação com a aposentada estava respaldada por documentos, mas não apresentou comprovação.
O advogado foi indiciado por estelionato consumado contra pessoa idosa.
Leia aqui a nota da PC/DF sobre o caso.