A Polícia Federal cumpriu, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, mandado de busca e apreensão contra o blogueiro e jornalista maranhense Luís Pablo, em investigação que apura suposta prática de perseguição contra o ministro Flávio Dino, do STF.
Durante a operação, agentes recolheram computadores e aparelhos celulares na residência do investigado. A PF também requereu a extração e a preservação de publicações feitas no site do blogueiro e em seu perfil no Instagram.
Acesso a dados restritos
Segundo as investigações, Luís Pablo publicou, ao longo de 2025, conteúdos sobre veículo usado por Flávio Dino, pertencente ao TJ/MA e cedido à equipe de segurança do ministro, sob a alegação de suposto uso irregular do automóvel. Em uma das postagens, o blog divulgou imagens do carro funcional utilizado pelo ministro.
Para a PF, contudo, as publicações não se limitaram a questionar o uso do automóvel. De acordo com os investigadores, o material indicaria monitoramento, vigilância e acompanhamento do veículo, com exposição de informações consideradas sensíveis.
Em outra publicação, o blog voltou a divulgar dados classificados pela investigação como restritos. Para a PF, a repetição do conteúdo reforçou a conduta apurada e elevou o potencial de risco à integridade física e psicológica do ministro.
Segundo a investigação, o conteúdo sugere possível acesso a dados restritos, inclusive com uso de ferramentas institucionais e eventual participação de terceiros.
Ao autorizar a medida, Alexandre de Moraes apontou haver elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre a origem das informações divulgadas e a forma como elas foram obtidas.
Conforme os elementos reunidos no processo, o ministro considerou haver indícios de que Luís Pablo atentou contra a liberdade individual e pessoal de Flávio Dino ao utilizar informações sensíveis, com possível vazamento de dados, além de monitorar e acompanhar o veículo usado por S. Exa.
Para a investigação, esse contexto aponta para a possível configuração do crime de perseguição.
Nas redes sociais, o jornalista esclareceu que ainda aguarda acesso integral aos autos para compreender plenamente os fundamentos da decisão.
O processo tramita sob sigilo no STF.
Informações: Agência Brasil.