A obra "Cadeados Mentais: a prisão nossa de cada dia" (Editora Appris/Artêra Editorial, 119p.), escrita por Fabiana Polli, narra, a partir do relato de um policial penal, a vida na prisão, mesclando realidade e ficção para expor não apenas o cotidiano carcerário, mas também as amarras invisíveis da mente.
O livro se passa na maior penitenciária do Paraná e apresenta uma trama sobre o aprisionamento, não apenas o físico, mas sobretudo o mental. A narrativa é contada por um policial penal, que relata sua jornada desde o primeiro dia de trabalho até o último.
Ao longo da obra, os personagens são apresentados e conduzem o leitor a seus mundos, em histórias que misturam comédia e drama, realidade e ficção. Os eventos do cotidiano na prisão refletem a vida fora dela e vice-versa, mostrando como as fronteiras entre esses dois universos se confundem.
Apesar do isolamento imposto pelo ambiente carcerário, forma-se uma espécie de sociedade própria, marcada por convivências intensas e por experiências que deixam cicatrizes difíceis de apagar. Como sugere a narrativa, na prisão acontecem coisas que "até Deus duvida".
Mais do que a estrutura física da prisão, o livro destaca a condição da prisão mental, aquela que cada indivíduo pode impor a si mesmo por seus próprios pensamentos. São amarras que vão além das grades e algemas: prendem ações pela insegurança e limitam sonhos pelo medo.
Ao final, a obra provoca uma reflexão: o quanto cada um está disposto a romper esses cadeados mentais?
A Editora Appris disponibilizou um exemplar para sorteio entre os leitores do Migalhas.
Sobre a autora:
Fabiana Polli: Policial penal há 17 anos no Estado no Estado do Paraná, formada em Direito, especialista em direito penal e processual penal.