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Presidente da AASP recebe prêmio de liderança feminina

Reconhecimento internacional da reforça o debate sobre a presença das mulheres nos cargos de decisão do setor jurídico.

17/6/2026
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A discussão sobre a participação das mulheres nos espaços de liderança da advocacia ganha força no Brasil e no mundo. O tema voltou ao centro das atenções após a realização do Women in Business Law Awards Americas 2026, uma das principais iniciativas internacionais voltadas ao reconhecimento de lideranças femininas que impulsionam transformações no mercado jurídico.

O debate acontece em um momento de avanços importantes no país. Segundo estudo do Conselho Federal da OAB em parceria com a FGV, a advocacia brasileira já é majoritariamente feminina: 50% dos profissionais são mulheres, o equivalente a mais de 700 mil advogadas em atuação.

Apesar do avanço numérico, a presença feminina nos espaços de decisão ainda enfrenta desafios. Atualmente, apenas seis mulheres presidem seccionais da OAB, o que representa cerca de 22% das presidências estaduais.

Em meio a esse cenário, a advogada Paula Lima Hyppolito Oliveira, sócia do Caputo, Bastos e Serra Advogados e presidente da AASP - Associação dos Advogados, recebeu reconhecimento internacional ao conquistar o prêmio Latin América Anti-Corruption/White Collar Lawyer of the Year, concedido pelo Women in Business Law Awards Americas 2026.

Paula Lima Hyppolito Oliveira, sócia do Caputo, Bastos e Serra Advogados e presidente da AASP.(Imagem: Divulgação/AASP)

Especialista em Direito Penal Empresarial, Paula atua há 23 anos na defesa de executivos e empresas em casos complexos, além de conduzir investigações internas e desenvolver estratégias relacionadas à integridade corporativa, ao compliance e à criminalidade empresarial.

Paula integra o Caputo, Bastos e Serra Advogados, escritório fundado em 2010, com escritórios em Brasília e São Paulo. Com atuação nacional, a banca presta assessoria jurídica a empresas brasileiras e internacionais, especialmente nas áreas de contencioso estratégico, consultivo empresarial e em demandas de alta complexidade nos Tribunais Superiores.

Para a advogada, a representatividade precisa ir além dos números. “Representatividade não se esgota na maioria numérica. Ela exige participação efetiva nos espaços de decisão, presença nas lideranças institucionais, protagonismo na produção intelectual e influência na formulação de políticas que impactam a própria profissão”, afirma.

Segundo ela, a discussão sobre liderança feminina deixou de ser apenas uma pauta de representatividade e passou a integrar as estratégias de governança das organizações. “O debate sobre liderança feminina deixou de ser apenas uma pauta de representatividade e passou a integrar a estratégia das organizações. A diversidade de pensamento melhora a tomada de decisões, fortalece a governança e gera impactos positivos para os negócios”, destaca.

Promovido pela publicação internacional International Financial Law Review (IFLR), o Women in Business Law Awards Americas é uma das principais premiações do setor jurídico dedicadas a reconhecer mulheres que impulsionam a inovação, a liderança e a transformação do mercado legal nas Américas.

A iniciativa destaca profissionais, escritórios e projetos que promovem a diversidade, a equidade de gênero e o fortalecimento da presença feminina em posições estratégicas dentro da advocacia empresarial e corporativa.

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