O Grupo Casas Bahia ajuizou pedido de recuperação judicial no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo.
A medida, que envolve a companhia e nove subsidiárias, foi aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador e ocorre, segundo a varejista, diante da deterioração de suas condições econômico-financeiras. De acordo com o Estadão, a companhia encerrou o 2º trimestre de 2026 com dívida líquida de R$ 1,2 bilhão.
Pedido de recuperação
O pedido foi protocolado no domingo, 16, mesma data em que recebeu autorização do conselho de administração.
Além do Grupo Casas Bahia, integram a recuperação judicial ASAP Log - Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.
Como o ajuizamento foi aprovado em caráter de urgência, o conselho também decidiu convocar assembleia geral extraordinária para que os acionistas apreciem a ratificação da medida. A proposta será divulgada posteriormente pela companhia.
Pressão financeira
Ao explicar as razões para recorrer à recuperação judicial, o grupo apontou a deterioração de suas condições econômico-financeiras.
Segundo a companhia, o cenário foi impactado, entre outros fatores, por juros elevados, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro. A empresa também mencionou a não concretização de alternativas de liquidez que vinham sendo estruturadas.
Nesse contexto de liquidez restrita, o Grupo Casas Bahia afirmou que o pedido é necessário e representa mais uma etapa de sua reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades, proteger a geração futura de valor e viabilizar uma solução ordenada para suas obrigações.
De acordo com o Estadão, o pedido ocorre logo após a divulgação de prejuízo líquido contábil de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre de 2026. Desconsiderados efeitos não recorrentes, o prejuízo ajustado foi de R$ 978 milhões, alta de 76,2% em um ano.
Ainda segundo o Estadão, a dívida líquida da companhia ficou em R$ 1,2 bilhão no trimestre encerrado em junho, enquanto o patrimônio líquido estava negativo em R$ 8,2 bilhões.
Ainda conforme o jornal, em meio à deterioração dos resultados, a varejista fechou 298 lojas e reduziu o quadro de funcionários.
Reestruturação
Durante o processo de recuperação judicial, a companhia pretende manter as operações em todos os canais existentes, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis atuais de qualidade e serviço.
A estratégia também envolve readequar a estrutura operacional, concentrando-a em atividades mais rentáveis e com maiores margens de contribuição, além de reperfilar e alongar as dívidas financeiras e operacionais.
Por meio desse processo de reestruturação, a empresa afirma buscar uma solução definitiva para as questões relacionadas à sua estrutura de capital.
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