A Aura Minerals assinou um acordo de R$ 612 milhões para incorporar as atividades associadas à G3 Construção Pesada, que detém a frota de mina, os respectivos contratos de leasing de equipamentos e a mão de obra dedicada atualmente operados por prestadores terceirizados em três de suas unidades de ouro no Brasil — Apoena, Almas e Borborema. O objetivo é internalizar a operação e a manutenção da frota (a 'Internalização'), com transição prevista para janeiro de 2027. Na unidade de MSG, a Companhia já gerencia a frota da mina diretamente.
A Internalização deve conferir à Aura maior controle operacional e gerar sinergias entre suas unidades de negócio no Brasil. O momento está alinhado ao crescimento da Companhia no país, onde atualmente opera quatro minas de ouro e planeja expandir a capacidade de produção em algumas destas operações. A Internalização dará à Aura controle direto sobre o dimensionamento da frota, sobre a estratégia de manutenção e a utilização nas três operações, devendo melhorar a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos e reduzir os custos unitários de mineração ao longo do tempo.
Da contraprestação acordada pela aquisição, aproximadamente US$ 118 milhões, até R$ 250 milhões serão pagos em caixa, sendo o restante composto pela assunção do financiamento de arrendamento de equipamentos já existente e pela retenção de outros pagamentos contingentes típicos desse tipo de transação. A estrutura da transação foi desenhada para alinhar o vendedor a uma transição ordenada, com parte da contraprestação sujeita ao desempenho durante o período de transição. Como parte da transação, a Aura também absorverá a mão de obra atualmente dedicada à operação e à manutenção da frota nas três operações, assegurando continuidade e evitando qualquer interrupção das operações após a conclusão da aquisição.
Com base em suas estimativas internas, a Companhia espera que a Internalização reduza o custo total de sustentação (AISC) entre US$ 150 e US$ 200 por onça de ouro vendida, em base ponderada entre as três operações, a partir de 2027.
A Internalização dará à Aura controle direto sobre o dimensionamento da frota, a estratégia de manutenção e a utilização nas três operações, devendo melhorar a disponibilidade e a confiabilidade dos equipamentos e reduzir os custos unitários de mineração ao longo do tempo. Tanto a transição quanto a gestão contínua da Newco serão conduzidas por uma nova equipe dedicada, com experiência na gestão de operações de frotas de mineração.
O fechamento da transação está sujeito às condições precedentes usuais, incluindo a aprovação antitruste do CADE.
A Aura Minerals foi assessorada pelo Bichara Advogados, com participação do sócio Filipe Morais Cunha e dos advogados Ricardo Amadeu Sassi Filho, Daniel Czarnobai Abuchalla e Laura Sant'Anna Purru Miranda.