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Impeachment

Comissão de juristas no Senado vai revisar lei do impeachment

Entre os membros estão o ministro Lewandowski, que presidiu o impeachment de Dilma, e o ex-senador Antonio Anastasia, que foi o relator.

Da Redação

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Atualizado às 08:03

O Senado vai formar uma comissão de juristas para elaborar um anteprojeto de atualização da lei do impeachment (lei 1.079/50). A criação da comissão foi publicada nesta sexta-feira, 11.

O grupo terá 11 membros. Entre eles estão o ministro Lewandowski, do STF, que presidiu o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, e o ex-senador Antonio Anastasia, hoje ministro do TCU, que foi o relator daquele processo.

 (Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Senado forma comissão de juristas para revisar lei do impeachment.(Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado)

A lista também inclui:

  • Rogério Schietti Cruz, ministro do STJ
  • Fabiano Silveira, ex-ministro da CGU
  • Marcus Vinícius Furtado Coêlho, ex-presidente da OAB (2013-2015)
  • Heleno Torres e Gregório Assagra de Almeida, juristas
  • Maurício Campos Júnior e Carlos Eduardo Frazão do Amaral, advogados
  • Fabiane Pereira de Oliveira, assessora do STF, e Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, conselheiro do CNJ. Eles eram os secretários-gerais, respectivamente, da presidência do STF e da Mesa do Senado durante o impeachment de 2016

A comissão terá prazo de 180 dias para apresentar o anteprojeto, a contar da sua instalação — que ainda não tem data definida. Ela vai formular o seu próprio regulamento, que deverá prever a participação da sociedade civil na elaboração do texto.

Os membros não serão remunerados, mas o Senado vai custear as despesas logísticas de funcionamento da comissão, como transporte e hospedagem.

Lei do impeachment

A lei do Impeachment foi promulgada sob a vigência da CF de 1946, e não foi inteiramente recepcionada pela Constituição de 1988. Esse é o principal argumento para a necessidade de uma revisão, segundo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

"Os problemas da lei já foram apontados em diversas ocasiões pela doutrina e jurisprudência como fonte de instabilidade institucional, demandando assim sua completa revisão", justifica Pacheco no ato.

Dois presidentes do Brasil já passaram por processo de impeachment com base na lei: Fernando Collor, em 1992, e Dilma Rousseff, em 2016. Ambos perderam o cargo. Outros dois presidentes, Carlos Luz e Café Filho, sofreram impeachments durante a vigência da lei (ambos em 1955), mas ela não foi aplicada nos casos deles porque o Congresso entendeu que era necessário um julgamento sumário.

Informações: Agência Senado.

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