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Atos antidemocráticos

Papiloscopista explica como PF reconhece participantes de ato golpista

Em entrevista ao Migalhas, o policial Maykon Soares esclarece como é feito o trabalho de colheita de evidências no local do crime e identificação definitiva dos participantes.

Da Redação

segunda-feira, 30 de janeiro de 2023

Atualizado em 31 de janeiro de 2023 08:15

Você sabe o que faz um papiloscopista? Este profissional é especialista em identificação de pessoas, através de duas principais vertentes: impressões digitais e comparações faciais.

Este trabalho foi realizado pela polícia Federal no reconhecimento de participantes dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, o Dia da Infâmia.

Para entender melhor como funciona este processamento de evidências, conversamos com o papiloscopista policial Maykon Anderson de Souza Soares, que atuou no reconhecimento de participantes dos inesquecíveis atos que deixaram destruídas as sedes dos três Poderes, em Brasília.

Assista à entrevista:

Maykon explica que a PF utiliza o DNI, uma central da polícia com capacidade de fazer a identificação facial e digital. No caso de Brasília, foram montados grupos de trabalho: uma parte foi até o local para coletar as evidências, como imagens de câmeras e digitais; e outro grupo foi responsável por avaliar o material em laboratório e realizar as identificações.

A Abrapol – Associação Brasileira de Papiloscopistas Policiais Federais explica que, após a coleta e levantamento de fragmentos em local de crime, como o que foi feito na área da Esplanada dos Ministérios, vem a fase da revelação e a inserção desses fragmentos no atual e moderno sistema ABIS de comparação de impressões digitais e faciais.

De acordo com a Associação, no dia seguinte aos atos, dia 9 de janeiro, pela manhã, já havia 24 pessoas identificadas pela face. Até o dia 25 de janeiro, foram analisadas 180 imagens e mais de 65 identificados por esse método, e há outros milhares de vídeos em posse da PF a serem analisados.

Maykon esclarece que o reconhecimento por face é feito a partir de semelhança, e, portanto, não é “definitivo”. Mas o cruzamento de dados (vídeos que mostram onde o suspeito tocou, por exemplo) ajudam no caminho para a identificação “primária”, que é a digital – assim como a de DNA e de íris.

O policial explica que, no local do crime, a partir de produtos químicos, evidencia-se a digital, e estas são registradas por meio de fotos. Quando não há condições de coletar essa evidência, o objeto é levado para a sede da PF, tratado em laboratório com produtos químicos, e aí sim e feito o reconhecimento.

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