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Educação

TRF-1 valida certificado da OAB para aluno de Direito do 8º semestre

Relator do caso entendeu que "não se afigura razoável impedir a expedição de certificado".

Da Redação

sexta-feira, 12 de abril de 2024

Atualizado às 14:32

A 13ª turma do TRF da 1ª região validou o certificado do IX Exame Unificado da OAB de um estudante de Direito do 8º semestre. O colegiado entendeu não ser razoável impedir a emissão do documento, uma vez que o aluno provou conhecimento necessário e estava prestes a entrar no 9º semestre.

No caso, o estudante, durante a primeira fase do exame, cursava o 8º semestre, e na segunda fase já havia concluído o tal período. A OAB/MA solicitou a não expedição do certificado, pois há exigência, segundo o provimento 156/13 do Conselho Federal da OAB, de que “poderão prestar o Exame de Ordem os estudantes de Direito dos últimos dois semestres ou do último ano do curso”.

 (Imagem: Freepik)

TRF1 mantém aprovação de candidato à OAB apesar de inscrição no 8º período do curso de Direito.(Imagem: Freepik)

Apesar da exigência de que o aluno estivesse matriculado no 9º período do curso de Direito já no ato de inscrição do certame, o relator, desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, afirmou que não se afigura razoável impedir a expedição de certificado de aprovação de candidato que se submeteu ao exame quando estava prestes a ingressar no 9º período do curso de Direito.

“O candidato demonstrou os conhecimentos necessários ao exercício da profissão e logrou aprovação no certame. Assim, concedida a segurança há mais de 08 (oito) anos, é descabido modificar a situação fática há muito consolidada, o que implicaria no cancelamento da inscrição do impetrante como advogado”, avaliou o magistrado.

O desembargador ressaltou, ainda, que o TRF-1 acompanha a mesma linha de entendimento do STJ em que nos casos como este, excepcionalmente, aplica-se a teoria do fato consumado, em que “situações jurídicas consolidadas pelo decurso do tempo, amparadas por decisão judicial, não devem ser desconstituídas em razão do princípio da segurança jurídica e da estabilidade das relações sociais”.

Assim sendo, a 13ª turma, por unanimidade, negou provimento à apelação nos termos do voto do relator.

Leia a decisão.

Informações: TRF da 1ª região.

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