Lula envia ao Senado indicação de Messias para o STF nesta terça-feira
Nome do advogado-geral da União será analisado pela CCJ e depende de aprovação do Senado para assumir vaga no STF.
Da Redação
terça-feira, 31 de março de 2026
Atualizado às 15:22
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar ao Senado, nesta terça-feira, 31, a mensagem presidencial que formaliza a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do STF.
O envio do documento era a etapa final para oficializar a escolha, anunciada ainda em novembro do ano passado. A partir de agora, o nome será submetido ao rito constitucional de aprovação no Legislativo.
Na próxima fase, a indicação será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, onde Messias deverá passar por sabatina. Após a etapa, o parecer será votado pela comissão e, se aprovado, seguirá para deliberação do plenário da Casa, em votação secreta. Para ser confirmado, o indicado precisa do apoio da maioria absoluta dos senadores, equivalente a pelo menos 41 votos favoráveis.
Somente após a aprovação pelo Senado é que o presidente da República poderá formalizar a nomeação por decreto, publicado no Diário Oficial da União. Em seguida, o STF agenda a cerimônia de posse do novo ministro.
Messias foi escolhido para ocupar a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada em outubro de 2025, após mais de uma década de atuação na Corte. Caso confirmado, o novo ministro herdará o acervo de processos do antecessor e passará a integrar a 2ª turma do tribunal.
A indicação ocorre após meses de negociações políticas. O nome enfrentou resistência no Senado, especialmente por parte do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que defendia alternativa diferente. O envio foi adiado enquanto o governo buscava consolidar apoio e evitar eventual rejeição, cenário considerado sensível para o Executivo.
Trajetória
Natural de Pernambuco, Jorge Messias tem 45 anos e é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco. Possui mestrado e doutorado pela Universidade de Brasília.
Servidor público desde 2007, ingressou na Advocacia-Geral da União como procurador da Fazenda Nacional, com atuação voltada à cobrança de créditos da União. Ao longo da carreira, ocupou cargos estratégicos no Executivo, incluindo funções no Banco Central, no BNDES e na Presidência da República.
Durante o governo Dilma Rousseff, foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência. Também atuou como consultor jurídico em ministérios e como secretário no Ministério da Educação.
Em 2022, integrou a equipe de transição do governo Lula e, no início de 2023, assumiu o comando da Advocacia-Geral da União, órgão responsável pela representação judicial da União e pela assessoria jurídica do Poder Executivo.






