STF homenageia Gilmar Mendes por 24 anos na Corte; ministro se emociona
Discurso lido por Edson Fachin destacou atuação do decano na jurisdição constitucional, na vida acadêmica e no fortalecimento institucional do Supremo.
Da Redação
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Atualizado às 15:43
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, prestou homenagem nesta quinta-feira, 18, ao ministro Gilmar Mendes, que completará 24 anos de atuação na Corte no próximo dia 20 de junho. O discurso foi lido na abertura da sessão plenária.
Fachin destacou que Gilmar Mendes se tornou uma das principais referências institucionais do Tribunal ao acompanhar e participar das transformações vividas pelo STF ao longo das últimas décadas.
Segundo o presidente, o decano contribuiu para o fortalecimento da jurisdição constitucional, para a ampliação do diálogo da Corte com a sociedade e para o aperfeiçoamento dos mecanismos de deliberação.
O presidente também ressaltou a atuação acadêmica do ministro, lembrando sua influência na formação de gerações de juristas e sua produção intelectual no campo do Direito Constitucional.
Ao encerrar a homenagem, Fachin afirmou que a data celebra não apenas uma marca cronológica, mas uma trajetória de dedicação ao serviço público, às instituições republicanas e à construção do STF contemporâneo.
Confira:
PGR
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, aderiu à homenagem prestada pelo STF ao ministro Gilmar Mendes e destacou a longa amizade que mantém com o decano da Corte, iniciada há mais de quatro décadas no meio acadêmico. Segundo Gonet, a convivência apenas reforçou sua admiração pelo ministro, cuja trajetória foi marcada pela dedicação ao Direito, aos valores fundamentais e à vida pública.
Em tom pessoal, o procurador afirmou ter acompanhado a carreira acadêmica e profissional de Gilmar Mendes até sua posse no STF, em 2002, ressaltando sua atuação em defesa da democracia, do aperfeiçoamento das instituições e dos direitos fundamentais. Ao final, agradeceu a oportunidade de registrar publicamente seu reconhecimento ao ministro e à sua contribuição para o país.
Veja:
Agradecimento
Ao agradecer as homenagens, Gilmar Mendes destacou a amizade de mais de quatro décadas com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e elogiou sua atuação à frente da PGR em um período que classificou como difícil e desafiador. O ministro também recordou a relação de longa data com o presidente do STF, Edson Fachin, mencionando episódios que marcaram a trajetória de ambos na Corte.
Em tom pessoal, o decano relembrou que, ao tomar posse no STF, em 2002, imaginava permanecer por cerca de 12 anos, inspirado no modelo das Cortes Constitucionais europeias. “Agora já são 24 anos, já são dois mandatos”, brincou. Segundo ele, a permanência foi sendo moldada pelos desafios institucionais e pela necessidade de seguir contribuindo para o Tribunal.
Gilmar afirmou que sua principal motivação sempre foi manter projetos para o futuro. Citando conselho atribuído ao ex-dirigente internacional Enrique Iglesias, disse que procura viver com “mais projetos do que recordações”, filosofia que, segundo ele, explica o entusiasmo com que continua exercendo suas funções aos 70 anos.
O ministro também ressaltou a importância da institucionalidade do STF e da construção de soluções colegiadas para temas complexos.
Ao encerrar, refletiu sobre o papel das instituições democráticas e afirmou que, muitas vezes, a contribuição de homens públicos pode ser medida não apenas pelo que realizaram, mas também pelo que conseguiram evitar que acontecesse. “Talvez tenha evitado que muitas coisas se fizessem”, concluiu.
Assista: