1) Trata-se de expressão indevida e equivocada, que bem possivelmente se obteve popularmente pela deterioração de esculpido e encarnado.
2) O correto, então, é que alguém diga: "O investigante era o próprio investigado esculpido e encarnado"; e não: "O investigante era o próprio investigando cuspido e escarrado".
3) Usado no linguajar do povo, o último modo de exprimir, segundo Arnaldo Niskier, "só deveria ser empregado quando o sentido fosse pejorativo".1
4) Também seria de se pesquisar eventual similaridade com o inglês, em que se tem, nesse sentido, a expressão spitting image, que pode ser literalmente traduzida como imagem cuspida (diz-se, assim, que alguém é a spitting image de alguém).
5) Não parece, por fim, ter fundamento consistente nem verossimilhança a explicação de alguns que vêem a expressão considerada como corruptela de esculpido em (mármore de) carrara.
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1 Cf. NISKIER, Arnaldo. Questões Práticas da Língua Portuguesa: 700 Respostas. Rio de Janeiro: Consultor, Assessoria de Planejamento Ltda., 1992. p. 33.