1) Mesmo tendo suas próprias regras em português, a formação do plural acaba sofrendo influência, em alguns casos, da forma e da pronúncia na língua de origem.
2) Essa observação explica, por exemplo, o fato de que cão, mão e pavão, em português, fazem, no plural, cães, mãos e pavões. É que, em latim, seus plurais são canes, manus e pavones.
3) Com essas ligeiras observações, vejam-se, no caso da consulta, os respectivos plurais: de caráter é caracteres (é) – observe-se que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, órgão oficialmente incumbido de listar as palavras existentes em português, ainda não registra carateres (é), nem, muito menos, caráteres; de júnior é juniores (ô); de câncer é cânceres.
4) Se o leitor quiser confirmar o acerto desta resposta, basta que consulte o VOLP (tenho em mãos a 4ª edição, de 2004) e verá que, por exemplo, o plural de câncer-em-couraça é indicado expressamente por ele: cânceres-em-couraça.