Migalhas de Peso

Negociar dívida com banco não é só pedir desconto

Promessas de até 90% de redução podem esconder riscos - entenda antes de acreditar.

16/4/2026
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Nos últimos anos, multiplicaram-se nas redes sociais promessas de “redução de 70%, 80% ou até 90% da dívida com o banco” mediante simples notificação extrajudicial ou pedido de documentos.

A narrativa é sedutora: rápida, barata e aparentemente sem esforço. Mas é justamente aí que mora o perigo. Se fosse realmente simples assim, o Brasil não teria atingido recordes históricos de endividamento. A realidade do direito bancário é mais complexa - e exige cautela.

Negociar com instituições financeiras não se resume a “pedir desconto”. Trata-se de análise técnica do contrato, verificação de encargos, identificação de eventuais abusividades e, principalmente, estratégia jurídica adequada ao caso concreto.

Há situações em que é possível reduzir valores? Sim. Mas isso decorre de fundamentos legais específicos - como cobranças indevidas, juros abusivos ou falhas na contratação - e não de fórmulas genéricas replicadas na internet.

Por isso, o melhor caminho é desconfiar de soluções milagrosas e buscar orientação de um advogado sério e especializado - ainda que ele não diga exatamente o que você gostaria de ouvir

No direito, especialmente em matéria bancária, segurança jurídica vale mais do que promessas fáceis. Informação de qualidade protege seu patrimônio - e evita que o problema se torne ainda maior.

Autor

Bruna Souza Advogada especialista em Direito Bancário, com atuação nacional. Graduada pela UEMS e pós-graduada em Processo Civil pela UERJ. Sede do escritório em São Paulo/SP. @brunasouza.advogada 11 93363-0460

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