Receber uma ligação de alguém dizendo ser funcionário do banco e, pouco depois, descobrir um empréstimo contratado e transferências via Pix é uma fraude cada vez mais comum. Embora muitas vítimas acreditem que o prejuízo seja definitivo, a Justiça tem reconhecido que, em determinadas situações, os valores podem ser recuperados.
Em recente decisão do TJ/SP, o banco foi condenado a ressarcir o consumidor após criminosos, se passando pela instituição financeira, conseguirem contratar um empréstimo e realizar transferências da conta da vítima. O entendimento foi de que as operações eram incompatíveis com o perfil do cliente e que a instituição deveria ter adotado mecanismos de segurança capazes de impedir ou ao menos dificultar a fraude.
Isso não significa que todo golpe gera indenização. A responsabilização depende da análise do caso concreto, especialmente da existência de falha na prestação do serviço bancário. Quando a fraude evidencia deficiência nos mecanismos de segurança da instituição financeira, a possibilidade de recuperação dos prejuízos é real e deve ser analisada por um profissional especializado.
Por isso, quem sofreu esse tipo de golpe deve agir rapidamente: Comunicar o banco, registrar boletim de ocorrência e reunir toda a documentação disponível. A rapidez e a correta análise jurídica podem ser determinantes para aumentar as chances de recuperar os valores perdidos.