A presença digital deixou de ser novidade para a advocacia. Hoje, praticamente todos os escritórios relevantes produzem conteúdo, participam das redes sociais e disputam a mesma atenção.
O problema, portanto, já não é estar presente. É ser reconhecido.
A expansão da produção de conteúdo criou um paradoxo: ficou mais fácil publicar e, ao mesmo tempo, mais difícil diferenciar-se. Decisões judiciais, mudanças legislativas e tendências de mercado são rapidamente transformadas em artigos, vídeos e carrosséis por dezenas de profissionais.
Quando todos explicam a mesma coisa, a informação deixa de ser diferencial.
É nesse cenário que a autoria ganha valor.
Uma pesquisa da Edelman e do LinkedIn mostra que apenas 15% dos compradores B2B consideram "muito boa" ou "excelente" a qualidade do thought leadership que consomem. Em outro levantamento, da JD Supra, 61% dos entrevistados afirmaram que thought leadership já influenciou uma decisão de contratação de escritório.
O que diferencia esse conteúdo não é apenas a informação que apresenta, mas a capacidade de oferecer interpretação, contexto e orientação.
Para os escritórios, isso coloca os sócios no centro da estratégia.
Não significa transformar advogados em influencers ou simplesmente aumentar a quantidade de fotos e vídeos. Significa fazer com que sua experiência, repertório e visão de mercado apareçam na comunicação.
Uma análise que poderia ser publicada por qualquer advogado é conteúdo.
Uma leitura que revela como determinado sócio pensa é autoria.
Essa diferença é importante porque conhecimento técnico pode ser compartilhado. Repertório e julgamento são muito mais difíceis de copiar.
Por isso, a pergunta para o planejamento de conteúdo jurídico começa a mudar.
Em vez de perguntar apenas "sobre o que vamos falar?", é preciso perguntar: "o que este sócio sabe, viveu ou pensa sobre esse tema que o mercado ainda precisa ouvir?"
É a partir dessa resposta que a comunicação deixa de ser apenas produção de conteúdo e passa a construir autoridade.
Por esta razão, uma consultoria estratégica, nichada e integrada ao negócio pode ser um diferencial bastante oportuno. Para transformar o conhecimento técnico, o repertório e os pontos de vista dos especialistas em comunicação capaz de gerar reconhecimento e autoridade. Porque, quando todos podem publicar, o diferencial não está mais em ter algo para dizer. Está em ter algo próprio e específico, para dizer.