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Defesa de Robinho pede ao STF retirada da hediondez do crime de estupro

Jogador cumpre pena de nove anos determinada pela Justiça italiana, e argumenta que a legislação brasileira não deve ser aplicada ao caso.

6/6/2026
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A defesa do ex-jogador Robinho protocolou no STF pedido para afastar a classificação de crime hediondo da condenação por estupro que ele cumpre no Brasil.

Os advogados sustentam que a medida representa agravamento indevido da sentença proferida pela Justiça italiana.

Robinho está preso desde março de 2024, após o STF homologar a execução, em território brasileiro, da pena de nove anos de prisão imposta pela Justiça da Itália. A condenação decorre do envolvimento do ex-atleta no estupro coletivo de uma mulher em uma boate de Milão, em 2013.

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Defesa de Robinho requer retirada da hediondez do crime de estupro.(Imagem: Edu Andrade/Fatopress/Folhapress)

Em petição apresentada ao STF na última segunda-feira, 1º, a defesa argumenta que o STJ extrapolou os limites da decisão estrangeira ao aplicar as consequências previstas na lei dos crimes hediondos.

Segundo os advogados, a legislação italiana não prevê a classificação de estupro como crime hediondo, razão pela qual o cumprimento da pena no Brasil deveria observar exclusivamente os termos fixados pela Justiça italiana.

Os defensores afirmam que a pretensão não busca reduzir a punição imposta ao ex-jogador, mas garantir que a execução da pena corresponda exatamente ao conteúdo da decisão estrangeira.

"A tese defensiva não busca privilégio, impunidade ou tratamento benéfico indevido, mas apenas fidelidade ao título estrangeiro, para que o paciente cumpra no Brasil exatamente a pena imposta pela justiça italiana, nem mais, nem menos", diz trecho da petição.

O habeas corpus tramita no STF desde novembro do ano passado e está sob relatoria do ministro Luiz Fux. Até o momento, não há previsão para julgamento do pedido.

Informações: Agência Brasil.

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