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Instituto Global ESG avança com propostas para debate nacional dos ODS

Iniciativas relacionadas à governança, ESG, educação para sustentabilidade, dados estratégicos e Agenda 2030 foram priorizadas pela sociedade na Plataforma Brasil Participativo e integrarão a etapa nacional da 1ª Conferência Nacional dos ODS.

10/6/2026
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As propostas formuladas durante a etapa livre "Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil", realizada pelo Instituto Global ESG, avançaram no processo preparatório da 1ª Conferência Nacional dos ODS - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável após serem priorizadas pela sociedade civil durante a Etapa Digital da Conferência, realizada por meio da Plataforma Brasil Participativo.

A etapa digital mobilizou 517 propostas de todo o país e selecionou 327 iniciativas por votação popular para compor o conjunto de contribuições que será debatido na etapa nacional da Conferência, marcada para ocorrer entre os dias 30/6 e 2/7, em Brasília. Nesse contexto, propostas construídas na conferência livre "Legado Kofi Annan" passaram a integrar o rol de contribuições destacadas para o processo nacional de sistematização e deliberação.

A conferência livre "Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil", homologada sob o código L010 e representada nacionalmente pela delegada Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, consolidou-se como um dos espaços de formulação de propostas voltadas à governança sustentável e à implementação da Agenda 2030. As contribuições construídas durante o encontro foram posteriormente submetidas à votação pública na Plataforma Brasil Participativo e figuram entre as proposições priorizadas pela sociedade para discussão na etapa nacional da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A governança sustentável é importante pois fortalece políticas públicas e a participação social.(Imagem: Magnific)

Realizada pelo Instituto Global ESG em 8/4, data que marca o nascimento do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, a etapa livre reuniu representantes do setor público, da academia, da iniciativa privada, de organismos técnicos e da sociedade civil em torno da construção de propostas alinhadas aos desafios contemporâneos do desenvolvimento sustentável.

Entre as propostas priorizadas está o reconhecimento do Sistema de Inventário de Ciclo de Vida (SICV Brasil), desenvolvido pelo IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, vinculado ao MCTI - Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, como plataforma nacional de inventário de dados sustentáveis. A iniciativa busca fortalecer a produção, organização e utilização de informações estratégicas para subsidiar políticas públicas, métricas e decisões relacionadas à sustentabilidade.

Também foi priorizada a proposta de consolidação do princípio e do Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e ODS, no âmbito do Programa ESG20+, com o objetivo de promover maior convergência entre indicadores, metas e instrumentos de monitoramento utilizados por governos, empresas, instituições e organizações da sociedade civil.

Outra proposta encaminhada ao debate nacional trata do reconhecimento do dia 8/4 como Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, em homenagem ao legado de Kofi Annan. A iniciativa busca estabelecer uma data de mobilização permanente voltada à disseminação de boas práticas de governança, responsabilidade social e sustentabilidade.

No campo da educação, foi priorizada proposta voltada à incorporação do ESG como oportunidade estratégica para promoção da prosperidade sustentável, com ênfase na formação de jovens lideranças, no fortalecimento do letramento para sustentabilidade e na inclusão de conteúdos relacionados à agenda ESG em ambientes educacionais.

As deliberações também contemplam o fortalecimento do MRESG - Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, concebido como instrumento de integração normativa e articulação institucional para ampliar a segurança jurídica, a efetividade das políticas públicas e a convergência entre diferentes iniciativas voltadas ao desenvolvimento sustentável.

Complementando o conjunto de proposições, foi priorizada a valorização de casos práticos de implementação da agenda ESG como mecanismo de aceleração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, incentivando a disseminação de experiências concretas, soluções inovadoras e modelos replicáveis capazes de gerar impacto social, ambiental e econômico.

As propostas refletem temas considerados estratégicos para a implementação da Agenda 2030 no Brasil, incluindo governança, produção de conhecimento, educação, inovação, participação social, sustentabilidade corporativa e fortalecimento institucional.

Além da delegada eleita Ana Clara Moura, a representação da etapa livre conta com a participação do vice-presidente do Instituto Global ESG e sócio-diretor da Arnone Advogados Associados em Brasília, Sóstenes Marchezine, como delegado nato da Conferência Nacional, em razão de sua atuação na CNODS - Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como representante do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Também integram a representação vinculada à etapa livre Paola Comin, Suely Martins e Bárbara Silva, responsáveis por contribuir com o acompanhamento e a defesa das propostas construídas durante o encontro.

A priorização das propostas pela sociedade na Plataforma Brasil Participativo reforça a relevância das contribuições apresentadas pela etapa "Legado Kofi Annan" e evidencia a convergência entre participação cidadã, governança colaborativa e formulação de políticas públicas orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O resultado amplia a presença das discussões promovidas pela iniciativa no principal fórum nacional de construção coletiva da Agenda 2030.

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