O CyberGAECO do MP/RJ cumpre nesta quinta-feira, 13, sete mandados de busca e apreensão contra investigados por integrar organização criminosa suspeita de explorar ilegalmente o mercado de apostas online e aplicar golpes contra clientes. Relatório do Coaf identificou movimentações financeiras superiores a R$ 1,4 bilhão relacionadas às pessoas e empresas investigadas.
Os mandados da Operação Aposta Suja foram expedidos pela 3ª vara Criminal Especializada em Organização Criminosa e são cumpridos no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia.
Bets sem autorização
Segundo as investigações, a organização operava por meio de diversos sites de apostas, entre eles Furiabet, Galera da Bet, Vou de Bet, Alfa Games, PixBR, Pix da Sorte, Jogada Certa, Apostei Bet, Goath Bet e Brava Bet.
De acordo com o MP/RJ, as plataformas funcionavam sem a autorização necessária do Ministério da Fazenda e direcionavam os depósitos feitos pelos usuários para empresas de fachada.
A investigação aponta ainda que os sites aplicavam golpes contra consumidores ao impedir o saque dos valores disponíveis nas contas.
Lavagem de dinheiro
Após captar os recursos das vítimas, o grupo teria utilizado diferentes mecanismos para lavar o dinheiro. Entre eles estavam a conversão dos valores em criptoativos, a pulverização em múltiplas contas e a realização de remessas ao exterior.
Segundo o MP/RJ, o objetivo seria reintroduzir os recursos na economia formal e dificultar o rastreamento do dinheiro.
As apurações identificaram movimentações de dezenas de milhões de reais entre empresas e pessoas investigadas. Um Relatório de Inteligência Financeira do Coaf, composto por mais de 800 comunicações de operações suspeitas entre 2022 e 2026, registrou movimentação superior a R$ 1,4 bilhão. Desse total, mais de R$ 100 milhões correspondem, isoladamente, a uma empresa envolvida no esquema.
Operação
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos de luxo, aparelhos eletrônicos e dinheiro em espécie em diferentes moedas, incluindo dólares, euros, libras esterlinas, pesos chilenos e soles peruanos.
A operação conta com apoio do CyberGAECO de São Paulo, do GAECO da Bahia e da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MP/RJ. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda colaborou com as investigações.