O Google Cloud publicou estudo de caso sobre a Contraktor. O documento descreve a reconstrução da plataforma e a operação de agentes de inteligência artificial em todo o ciclo contratual.
Segundo o estudo, a revisão de contratos complexos e a checagem de conformidade consumiam de 15 a 30 dias de negociação. Com os agentes, o processo passou a ser concluído em segundos.
O Google registra que a decisão final permanece com o advogado.
Como funciona o agente de revisão
O estudo detalha o funcionamento. A empresa seleciona entre dois e dez contratos que considera bons. A partir deles, o sistema monta o Playbook: o padrão de cláusulas daquela operação, com a marcação das que são obrigatórias.
Cada novo contrato submetido é confrontado com esse Playbook. Cada cláusula recebe um de três veredictos: conforme, não conforme ou ausente. Nos dois últimos casos, o agente devolve o texto já reescrito, pronto para uso.
Arquitetura e integrações
A migração para o Google Cloud começou em outubro de 2023. A infraestrutura reúne orquestração de contêineres, microsserviços, banco de dados gerenciado, proteção de borda e monitoramento em tempo real.
O documento aponta ainda que a plataforma pode ser operada por sistemas externos via interface de programação aberta (API) e por assistentes de inteligência artificial através de conectores no padrão MCP - Model Context Protocol. O estudo registra que a Contraktor foi a primeira a oferecer um MCP de contratos no Brasil.
Rafael Ferreira, CTO e CPO da Contraktor, resumiu o efeito em publicação no LinkedIn: a "extração de campos tornando o contrato a fonte da verdade estruturada pra empresas".
Entre os resultados, o Google aponta redução de 84% nos custos de infraestrutura de tecnologia ao longo de dois anos. O próprio estudo de caso atribui o resultado à combinação de créditos do programa Google for Startups com a adoção de arquiteturas gerenciadas.
O estudo completo está disponível no site do Google Cloud.