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Morre Arnaldo Malheiros, referência no Direito Eleitoral

Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na turma de 1950, Malheiros construiu uma trajetória de destaque na área eleitoral.

4/9/2026
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Faleceu ontem, aos 98 anos, o advogado Arnaldo Malheiros (OAB/SP 6.977), referência no Direito Eleitoral brasileiro. A despedida acontece hoje, no Funeral Velar Morumbi (av. Giovanni Gronchi, 1358 ), com velório das 10h às 14h. 

Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na turma de 1950, Malheiros construiu uma trajetória de destaque na área eleitoral. Foi autor das obras "Legislação Eleitoral e Organização Partidária" (1955), escrita em colaboração com Geraldo da Costa Manso, e "Manual das Eleições Municipais" (1963).

Arnaldo Malheiros(Imagem: Reprodução/Malheiros, Penteado, Toledo – Advogados)

Membro honorário do Instituto de Direito Político e Eleitoral – IDPE, recebeu, em 2005, o Colar do Mérito Eleitoral, concedido pelo TRE/SP.

Na advocacia, foi sócio fundador e emérito do escritório Malheiros, Penteado, Toledo – Advogados. Antes disso, entre 1978 e 1994, manteve sociedade com Francisco Octavio de Almeida Prado, que o definiu como "uma pessoa diferente, marcada por traços de caráter verdadeiramente raros, mercê de uma grandeza de espírito que transbordava espontânea nos mais corriqueiros gestos do dia a dia".

Homenagem

A morte do advogado Arnaldo Malheiros, aos 98 anos, nesta quinta-feira, 3, trouxe à memória não apenas sua trajetória como referência do Direito Eleitoral, mas também as amizades construídas ao longo de décadas de advocacia.

Uma delas ficou registrada em carta escrita em 1994 por Francisco Octavio de Almeida Prado, o Chico, sócio de Malheiros durante 16 anos.

Mais do que um balanço da sociedade, a mensagem revela a dimensão pessoal daquela convivência. Ao encerrar a parceria, Francisco Octavio fez questão de afastar qualquer tom de despedida e celebrar a "inalterável amizade edificada ao longo dos últimos dezesseis anos".

Francisco Octavio morreu em 2003. Mais de três décadas depois, a carta é compartilhada por seu filho, Francisco Octavio de Almeida Prado Filho, como homenagem a Arnaldo Malheiros.

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