O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, afirmou neste 7 de setembro que o momento vivido pelo país exige “serenidade, transparência e respostas” e cobrou do STF manifestações rápidas e claras.
Segundo ele, a medida não busca enfraquecer a Corte, mas preservar a confiança da sociedade nas instituições.
Em vídeo divulgado nesta segunda-feira, Simonetti relacionou as comemorações da Independência do Brasil à necessidade de instituições fortes, respeitadas e confiáveis.
Veja:
Para o presidente da OAB, a soberania, sozinha, não é suficiente para construir uma nação verdadeiramente independente.
“Precisamos de respostas rápidas e claras do Supremo Tribunal Federal. Não para enfraquecê-lo, mas justamente para preservá-lo.”
Confiança nas instituições
Simonetti ressaltou que a confiança nas instituições é indispensável para a estabilidade social e democrática e afirmou que, quando ela é abalada, é necessário trabalhar para restabelecê-la.
Para o presidente da OAB, as instituições devem conquistar respeito da sociedade não apenas pela autoridade que exercem, mas também pela confiança que inspiram.
Ao fazer referência à data, Simonetti afirmou que o país precisa reafirmar uma independência também “do medo, da dúvida e da desconfiança” e recuperar a confiança em suas instituições.
“Essa confiança não se impõe. Conquista-se com verdade, transparência, coragem e, sobretudo, isenção.”
Segundo Simonetti, esses elementos são necessários para fortalecer a democracia e construir um país verdadeiramente independente.
Contexto
A manifestação ocorre em meio à crise interna no STF, intensificada após a divulgação de relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. O material reúne pedidos feitos pelo ex-controlador do Banco Master ao ministro enquanto acompanhava o avanço das investigações.
Na sequência, Moraes encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, documentos da PF nos quais apontou “fortes indícios” de possíveis irregularidades atribuídas a André Mendonça na condução de investigações relacionadas aos casos Master e INSS, citando, entre outros pontos, possível improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.