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Ministra Daniela diz que "privilégio do erro" é negado a mulheres no Judiciário

Em conferência em Brasília, ministra relatou diferença entre sua sabatina no Senado e a de dois ministros homens e defendeu que mulheres em posições de poder abram espaço para outras.

4/11/2026
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A ministra Daniela Teixeira, do STJ, afirmou que mulheres em posições de poder enfrentam cobranças desiguais e “não têm o privilégio do erro”. A declaração foi feita nesta quarta-feira, 4, durante a Conferência Internacional Mulheres que Movem a Justiça, em Brasília.

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Ao falar sobre sua sabatina para o STJ, Daniela contou que foi questionada por cinco horas e meia. Segundo ela, a sabatina anterior de dois homens durou 32 minutos.

A ministra também relatou que, ao fim da sessão, pediu que seus acertos fossem atribuídos à formação e que eventuais erros fossem considerados individuais, sem serem associados às mulheres como grupo.

“E que tudo o que eu errasse, claro que vou errar muitas vezes, fosse colocado na minha conta, na conta da pessoa física Daniela Teixeira, e não atribuído ao meu gênero, à condição de mulher, porque nós não temos a possibilidade do erro. Quando uma de nós erra, eles apontam para todas nós: ‘olha o que as mulheres fazem’.”

Para Daniela, essa cobrança reforça a pressão para que mulheres trabalhem mais e demonstrem continuamente sua capacidade nos espaços de poder.

Confira:

A ministra também defendeu que mulheres que alcançam posições de liderança apoiem outras profissionais. “Nós estamos nos ombros de quem veio antes de nós e isso nos dá uma imensa responsabilidade de acender a luz para as que estão vindo”, disse.

Ela citou a ministra aposentada Eliana Calmon, primeira mulher a integrar o STJ, como uma das pioneiras que abriram caminho na instituição. Ao mencionar a atuação feminina no tribunal, Daniela afirmou que, entre os cinco ministros que considera mais eficientes, quatro são mulheres, embora elas sejam apenas seis no STJ.

Para a ministra, a presença feminina nos espaços de decisão precisa vir acompanhada de oportunidades para que outras mulheres também possam chegar a esses cargos.

Assista à íntegra da fala da ministra Daniela Teixeira na Conferência:

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